A decisão da Justiça Eleitoral de conceder o direito de resposta ao candidato a vice-prefeito Agenor Gado (Podemos) no programa eleitoral de Gilson de Souza (DEM) repercutiu entre as duas coligações envolvidas no caso. No A Hora é Essa!, exibido pela rádio Difusora nesta quinta-feira, 5, participaram o companheiro de chapa de Agenor, Adérmis Marini (PSDB), e o coordenador jurídico da campanha “O Futuro é Agora”, encabeçada pelo atual prefeito, Théo Maia.
Para o candidato tucano, a decisão da juíza Márcia Christina Teixeira Branco Mendonça foi acertada. “O Gilson utilizou uma imagem, gravada há anos atrás, que mostra o meu vice ainda como presidente da Apae fazendo agradecimentos à Prefeitura por um convênio assinado, por um trabalho prestado. Porém, isso em nome da instituição. A Justiça agiu de forma correta ao dar a ele o direito de resposta.”
Adérmis ainda afirmou que as outras campanhas começaram a baixar "muito" o nível. “Estamos recebendo muitos ataques. Mas a gente não fica respondendo. Sequer nos preocupamos", garantiu. "Seguimos apresentando nossas propostas e mostrando que a cidade tem condições de se desenvolver, gerar empregos, cuidar das pessoas, cuidar da saúde e ser um local melhor”, disse.
Théo Maia, advogado que representa Gilson de Souza e sua coligação, fez críticas à postura de Agenor Gado. “A política tem coisas que até Deus duvida. O sujeito fala uma coisa em pé e, quando sentado, não as sustenta. O senhor Agenor Gado, então presidente da Apae, se deliciou com os momentos de entrega de obras em benefício da instituição, muito justas por sinal. Mas, lá atrás, quando ele permitiu que sua imagem aparecesse em um audiovisual ao lado do prefeito Gilson de Souza, estava tudo certo. Mal pensava ele que, um dia, usaria a instituição de maneira política.”
Segundo o coordenador jurídico, a coligação se utilizou de meios lícitos e não cometeu qualquer erro. "A chapa utilizou gravações produzidas com a mais absoluta franqueza e transparência. Vocês sabem muito bem que o Agenor teve que assinar um documento autorizando o prefeito a fazer uso dos vídeos nas redes sociais, isso antes de começar a falar. Hoje, elas são tudo na comunicação moderna. O horário eleitoral é ‘fichinha’ perto das redes sociais."
Ele ainda afirmou que a juíza desautorizou alguns pedidos feitos pela chapa do PSDB no processo. “Eles queriam que fossem reproduzidas algumas coisas como: ‘são mentiras as veiculadas fake news de que rompi com o meu companheiro de chapa. Estamos mais juntos do que nunca no combate às mentiras e armações’. A juíza não autorizou. O direito de resposta do senhor Agenor Gado é um zero à esquerda seguido de 5 mil zeros à direita. Ainda assim, estou recorrendo”.
O caso
A justiça concedeu direito de resposta ao candidato Agenor Gado, após Gilson de Souza utilizar em seu horário eleitoral um vídeo em que o candidato a vice-prefeito pelo Podemos aparece fazendo elogios à atual administração, após a entrega de uma rampa na Apae, feita no início de 2019.
De acordo com a juíza responsável pelo caso, a gravação foi utilizada de maneira “tendenciosa”, fazendo com que Agenor parecesse um “eleitor ou até mesmo candidato” do partido adversário.
Gilson foi obrigado a nunca mais utilizar voz e imagem de Agenor Gado na propaganda eleitoral e publicar, em sua próxima janela no horário eleitoral televisivo, parte do Direito de Resposta apresentado pelo ex-presidente da Apae à Justiça.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.