Na manhã desta segunda-feira, 2, Dia de Finados, assim como durante todo o último fim de semana, os três cemitérios de Franca estiveram abertos e diversas pessoas foram até eles para visitar os túmulos de seus entes queridos.
Os dois cemitérios municipais, o da Saudade e o Santo Agostinho, não abriam em um feriado há mais de sete meses. Já o único particular da cidade, Jardim das Oliveiras, ficou fechado apenas por um período de dois meses e voltou a operar logo depois.
O número de visitantes pela manhã era menor, se comparado com os dos feriados de anos anteriores. Ainda assim, havia muitas pessoas. Para entrar nos locais, era obrigatório o uso de máscara. A grande maioria obedecia ao protocolo, entretanto, existiam aqueles que relutavam em utilizar o equipamento de proteção. Os funcionários também estavam orientando todos a manterem a distância mínima de um metro.
Guilherme Augusto, que acompanhava sua mulher em uma visita ao túmulo da avó, localizado no Cemitério da Saudade, elogiou a organização. “Todo mundo está tomando os devidos cuidados e o pessoal que trabalha aqui está informando a todos sobre as regras. Pelo que vejo, tem sido uma volta segura”, disse.
Ele conta também que tem como tradição ir até o cemitério para rezar pelas pessoas que já partiram. “A gente sabe da importância que têm essas orações para aqueles que já estão juntos de Deus, então, todo Dia de Finados frequentamos o cemitério.”
Quem também possui o costume de ir todos os anos aos cemitérios no Dia de Finados é Cleuza Maria Cunha. “Eu venho visitar meus pais, alguns familiares e vários amigos que estão enterrados aqui. É um hábito. Eu sempre passava para rezar pelas almas dos que já se foram. Com a pandemia, é a primeira vez que venho. Sinceramente, acho que poderia ser uma visitação mais segura, tendo um controle maior do número de pessoas que entram”, disse ela, que visitava o Jardim das Oliveiras.
O gerente administrativo do local, Paulo Roberto Cortez, afirmou que todas as medidas de segurança com relação à covid-19 foram adotadas. “A gente pede para que as pessoas tomem o máximo de cuidado, mantenham a maior distância possível umas das outras e, claro, utilizem máscaras. Também disponibilizamos álcool em gel na portaria. Mas, têm os que resistem, né? Algumas pessoas se negam, por exemplo, a utilizar máscara. Outras falam que não possuem. Para essas, na tentativa de evitar qualquer problema, nós mesmos fornecemos o material.”
Segundo ele, o movimento no cemitério, que já estava abrindo nos outros dias, foi bem maior hoje. “Em comparação com o restante dos dias, aumentou bastante. Porém, se a gente levar em conta os feriados dos anos passados, veio bem menos gente. Com a pandemia e o isolamento social, o pessoal acabou preferindo ficar mais em casa.”
Figurinhas carimbadas nas portas dos cemitérios em feriados de Finados, os vendedores de flores também apareceram, porém, em menor número. Segundo o chefe da Vigilância Sanitária, Felipe Granzotti, a situação deles era irregular. “Como nós só fomos comunicados da abertura dos espaços na sexta-feira, não deu tempo de regularizarmos isso. Todo ano, fazemos o leilão dos espaços para que o pessoal venda seus produtos de maneira legal. Como isso não foi feito, eles estavam lá de forma ilegal.”
Durante o tempo em que os cemitérios municipais ficaram fechados, a Secretaria de Serviços e Meio Ambiente aproveitou para realizar algumas obras nos locais. O mais antigo deles, o Cemitério da Saudade, teve a sua pista de pedras trocadas por asfalto e recebeu uma revisão em seu sistema hidráulico, o que também aconteceu no Santo Agostinho.
Tanto os cemitérios municipais quanto o Jardim das Oliveiras seguirão abertos às visitas nos próximos dias.
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