Dois meses após o desaparecimento do garoto Wesley Alves Filho. ocorrido no dia 28 de agosto, a família do adolescente segue sem respostas. O sumiço do menino de 13 anos segue cercado de mistério, dor, angústia e desespero para a família.
O ano letivo já entra em sua parte final. Mesmo com as aulas online por conta da pandemia, os coleguinhas da escola Vicente Minicucci também convivem com a saudade de Wesley. Entre os alunos da escola que fica no Jardim Elimar, estão R., de 14 anos, último a falar com colega naquela fatídica sexta-feira do dia 28 de agosto; e K., também de 14 anos, que jogava Brawl Star com Weslynho.
“Eu estava indo pra casa da minha tia, que mora próxima da creche no Elimar. Eu estava subindo a rua e ele estava descendo. Aí a gente se cumprimentou, 'oi oi', e com um toque na mão. Ele estava calmo, com máscara, de calça e com aquela blusa do desenho (Patolino). Ele foi, virou na rua, seguiu o caminho dele e eu bati na casa de minha tia”, lembra R.
R. não estudava na mesma sala que Wesley. Mais próximo era seu irmão, que foi colega de classe de Wesley ano passado. “Todo mundo conhece ele na escola. Ele era mais reservado, mas muito disciplinado”.
A reportagem também falou com Ke, outro estudante da mesma classe onde Weslynho estuda. O garoto de 14 anos disse que sente falta de jogar Brawl Star com o colega, e que ele era bom no game. “A gente estuda na mesma classe e temos amizade. A gente jogava Brawl Stars juntos com mais um colega nosso quase todos os dias. Ele é super calmo e bom no jogo”.
Ke diz que sente falta do amiguinho tanto nos jogos via online quanto nas aulas, que estão sendo através da internet devido à pandemia. “Sinto falta dele. A última vez que jogamos foi no dia anterior de seu desaparecimento”.
Notas escolares
Na semana passada foi realizado na escola Vicente Minicucci o ‘conselho de avaliação’ do terceiro bimestre da 8º série. Segundo balanço das disciplinas, Wesley seria promovido de série pelas boas notas tiradas anteriormente, que ficaram todas entre 9 e 10.
“Nós constatamos nesse conselho que todas as atividades do Wesley estavam realizadas até o dia 27 de agosto. Ele era muito presente e participativo. Esperamos que ele volte logo, para a escola, para a convivência com os amigos e família”, disse a coordenadora da escola, Taís Rocha de Freitas.
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