O Halloween levou muita gente a comentar os clássicos do horror. Quem não conhece ainda Bram Stocker, Mary Shelley ou Edgar Allan Poe precisa aproveitar a oportunidade. Vamos a algumas sugestões.
Nascido em Dublin, o escritor conhecido como Bram Stocker foi o criador de uma das obras mais famosas de todos os tempos, lançada em 1897. Drácula tornou-se a mais famosa obra sobre vampiros da história da literatura. Antes de escrever seu clássico, o escritor passou anos imerso em pesquisas sobre folclore, mitologia e, por isso, suas histórias são carregadas de detalhes e simbologias. Nem todo mundo gosta de Bram Stocker, já que sua escrita não é do tipo dinâmica. Mas não podemos negar que ele é essencial para quem ama ou quer conhecer terror. Eu diria que Bram Stocker, especialmente Drácula, é necessário.
Mary Wollstonecraft Shelley, escritora londrina, é nada mais nada menos que a criadora de outro personagem clássico do terror, Frankenstein. Além de prosadora, teve incursões pelo teatro, pelas biografias e até mesmo pela literatura de viagens. Mas seu romance gótico Frankenstein, ou O Moderno Prometeu, de 1818, é considerado a primeira obra de ficção científica da história. Além disso, ainda ajudou a lançar um novo modelo de história de horror, que inclui o romantismo. Mary é mais dinâmica que Bram, e seu monstro é uma criação essencial na literatura de terror. Eu diria até que a parte de drama da história de Frankenstein é referência para a literatura de entretenimento até hoje. Um monstro com coração.
Clive Barker – quem não conhece Hellraiser e Pinhead? _ artista inglês multifacetado (dramaturgo , romancista , diretor de cinema e artista visual), teve seu primeiro sucesso com a série de contos Os Livros de Sangue, na década de 1980. É do tipo que gosta de fazer tudo, inclusive ilustrar os próprios livros e talvez esse seja o maior motivo por eles ganharem notoriedade tão visual. Clive é o cara do sangue, da ação, de nos tirar no chão! É um mestre na arte de descrever cenas com vísceras e muita crueldade com os personagens e com o leitor.
O norte-americano Lovecraft revolucionou o gênero de terror atribuindo-lhe elementos fantásticos típicos dos gêneros de fantasia e ficção científica. Não sou dos seus maiores fãs, mas não posso negar a importância de suas histórias para o desenvolvimento do terror cósmico, fora da caixa total. Sua escrita não é nada dinâmica, mas precisa estar na lista das que merecem ser lidas e apreciadas.” O próprio Lovecraft chamava seu princípio literário de "Cosmicismo" ou "Horror Cósmico", pelo qual a vida é incompreensível ao ser humano e o universo é infinitamente hostil aos seus interesses.
Edgar Allan Poe_ autor poeta, editor e crítico literário, integrante do movimento romântico – nunca poderia estar fora desta lista. Foi um dos primeiros escritores norte-americanos de contos e é geralmente considerado o inventor do gênero ficção policial, também recebendo crédito por sua contribuição ao emergente gênero de ficção científica. Foi um influenciador da literatura ao redor do mundo, e suas obras mais conhecidas são góticas, um gênero que ele seguiu para satisfazer o gosto do público. Sua escrita abriu as portas para o policial, o terror, com pitadas de drama na dose certa. Ele escreve com a alma e nos faz mergulhar em suas histórias a ponto de nos fazer sofrer com cada cena, cada sentimento dos personagens.
F. Lucchetti_ conhecido como o "Papa da Pulp Fiction" no Brasil, é paulistano de Santa Rita do Passa Quatro, e trabalhou como ficcionista, desenhista, articulista e roteirista de filmes, histórias em quadrinhos e fotonovelas. São 1547 títulos publicados, 300 quadrinhos assinados, mais de 25 roteiros de filmes, três programas de televisão, centenas de artigos divulgados em revistas e jornais, e produções para rádio. Lucchetti é um mestre do pulp nacional, com seus personagens cheios de sensações e descrições perfeitas de cenas de ação e suspense. Ele sabe envolver, mesmo usando às vezes uma linguagem mais afastada do que hoje usamos como usual. Não há literatura pulp/terror/horror no Brasil se não citarmos ou considerarmos esse mestre.
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