A GRANDE SABATINA

Adérmis classifica propaganda de Gilson como 'jogo sujo' e diz que mostra 'desespero'

Por Victor Linjardi | da Redação
| Tempo de leitura: 4 min
Reprodução
Adérmis Marini durante a sabatina do GCN/Difusora
Adérmis Marini durante a sabatina do GCN/Difusora

Adérmis Marini (PSDB) foi a último candidato a prefeito de Franca a participar da série “A Grande Sabatina” do GCN e rádio Difusora, nesta sexta-feira, 30, das eleições municipais de 2020 marcadas para 15 de novembro.

O candidato de 51 anos tem como vice Agenor Gado (Podemos) na coligação “Franca é a nossa bandeira”. Ele falou sobre a recente polêmica que envolveu seu vice com a campanha eleitoral do prefeito Gilson de Souza (DEM), além da ligação partidária com o questionado governador do Estado, João Doria. Ao longo do programa de 1h30, apresentado pelo jornalista Corrêa Neves Jr., Adérmis também tratou de temas como a pandemia e saúde pública, e as dificuldades orçamentárias do município.

O tucano logo de início tratou do assunto mais recente envolvendo as campanhas eleitorais. Episódio que envolveu seu vice, Adérmis repudiou a atitude do atual prefeito, alegando que não passou de um jogo político. “Precisamos repudiar o jogo baixo. Uma fala institucional de anos atrás, em que qualquer presidente de instituição que recebesse colaboração do prefeito faria... É uma forma de tentar confundir o eleitor.”

O candidato ainda alega que sua campanha incomoda os adversários e por isso o ataque. “Ninguém chuta cachorro morto. Isso mostra que a nossa campanha está incomodando. Temos nomes limpos, enquanto os candidatos precisam apelar para isso. Vimos como desespero dele.”

Outro assunto polêmico abordado na entrevista foi em relação ao governador João Doria, também do PSDB. A ligação partidária faz com que o candidato francano seja visto com desconfiança por parte da população. Ao ser questionado sobre Doria, Marini usou o presidente Jair Bolsonaro como exemplo.

“Vivemos uma crise partidária atualmente em que o presidente da República, por exemplo, não tem partido. No caso do meu, tem casos positivos e negativos, aqui temos Sidinei Rocha, por exemplo que saiu com 93% de aprovação. Em qualquer partido tem pontos positivos e negativos”, alegou.

Ainda sobre o governador do Estado e o aumento do ICMS aprovado recentemente, Adérmis afirma que independentemente das contradições, ele ainda é o candidato que mais teria proximidade para questionar as decisões de Doria.

“Quem for eleito terá mais dois anos com o Doria como governador. Precisamos de um prefeito com pulso firme para se posicionar. Sobre o ICMS, eu tomei partido e fui contrário à decisão. Já me declarei publicamente. Precisamos ter prefeito que não leve sapato para governador, mas que leve as contas para serem resolvidas.”

O candidato do PSDB também comentou as críticas que sofre sobre o período em que ocupou a cadeira de deputado federal e votou a favor da reforma trabalhista. Sobre o tema, Adérmis afirmou que não se arrepende e votaria da mesma maneira novamente. “Eu votei a favor do trabalho. Na pandemia, ficou claro. A modernização das leis trabalhistas teve reflexo agora. Um dos assuntos era home office. Na pandemia, muitas pessoas puderam manter seu trabalho com essa regularização.”

Quando o assunto foi a pandemia do coronavírus, o prefeiturável admitiu as dificuldades em lidar com uma nova doença, mas questionou a postura de Gilson de Souza. “Para enfrentar uma pandemia, é fundamental ter uma comunicação eficiente para falar com a população. O gestor do município é o prefeito e precisa ter coragem. Em alguns aspectos, Gilson falhou na condução, pois empurrar o problema para o Estado não resolve, é preciso ter postura.”

Sobre a retomada econômica e das atividades em geral, sua postura foi contrária às decisões tomadas pelo atual prefeito. Para Marini, o Plano São Paulo foi rigoroso e citou as igrejas como exemplo. “Se você for em uma igreja, todas as medidas de precaução estão sendo tomadas. Se agora está aberto, dentro da possibilidade de conviver com a situação, por que há quatro meses atrás não poderia? Achei o Plano São Paulo muito radical. Sendo que hoje está podendo tudo.”

O baixo orçamento da cidade, os buracos e leitos de UTI foram abordados pelo candidato como falta de organização e gastos eficientes. “Precisamos gastar com eficiência. Vamos fazer mais com menos. Além de buscar emendas junto ao governo federal e estadual.”

O tucano que foi um crítico da renovação do contrato com a empresa São José, responsável pelo transporte público do município, disse que cumprirá o contrato, mas com ressalvas. “Como vereador, não fui omisso e tentei buscar soluções para o transporte da cidade. Agora, o contrato é em 10 anos e precisamos cumprir, mas buscando tarifa justa e um serviço de qualidade para a população. Se isso não for cumprido, a empresa será multada e o valor será revertido em benefícios à população.”

Adérmis ainda completou com uma de suas propostas de governo: isentar de taxas os taxistas e aumentar a concorrência com os aplicativos de transporte, na procura de preços melhores para os usuários.

Em suas considerações finais, ele agradeceu o espaço e afirmou ter propostas viáveis para “colocar Franca no rumo certo”.

Adérmis encerrou a série de entrevistas do projeto “A Grande Sabatina”, organizada pelo portal GCN, junto com a rádio Difusora, em parceria com a OAB-Franca. O único candidato que não compareceu na data estipulada por sorteio prévio foi Gilson de Souza (DEM). 

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