Alberto Cordero Donha (PTB) foi o penúltimo candidato a vice-prefeito de Franca entrevistado no programa A Hora é Essa!, da rádio Difusora. O programa com o candidato foi ao ar na manhã desta terça-feira, 27. Donha representa a chapa petebista, encabeçada por Orivaldo Donzelli.
Além da rádio, a entrevista será exibida logo à noite na live do GCN, a partir das 21h30, no Facebook, YouTube e Instagram. A conversa abordou temas como a participação do candidato no governo Gilson de Souza (DEM), problemas da atual gestão e os planos para a máquina pública, caso eleito.
Ex-secretário de Recursos Humanos do governo Gilson, Dr. Donha iniciou a conversa contando quais motivos o levaram a participar das Eleições 2020. "Eu não pensava em me candidatar. Recebi o convite do professor Orivaldo, que muito me honrou, e depois de refletir muito e consultar todos os meus familiares, resolvi aceitar. Senti como se fosse um chamado, algo que estava aparecendo na minha vida de novo, e que não deveria recusar este desafio."
Quando questionado sobre os cargos comissionados, o candidato afirmou a necessidade de reavaliar a situação e desenvolver um novo planejamento. "Temos que fazer um estudo muito bem feito, minucioso, das funções de cada setor, onde são desenvolvidos os trabalhos. A partir daí, definir os cargos que são necessários para a máquina funcionar. Não é possível, por exemplo, termos novamente escolas durante vários meses sem diretor. Isso é bem preocupante."
"Outro exemplo, a Secretaria de Recursos Humanos não é a maior da Prefeitura, mas ela é a que administra maior volume de recursos. E ficamos vários meses apenas com um secretário, uma coordenadora e dois servidores que tinham uma função comissionada, ou seja, todos os setores ficaram sem uma chefia", completou.
Sobre o período que ficou à frente da pasta, Dr. Donha falou que, apesar da qualidade da equipe, não conseguiu fazer tudo o que gostaria. "Tive uma equipe de servidores muito boa, ajudando e auxiliando, um pessoal muito prestativo. Procurei trabalhar sempre dentro da legalidade. Eu tinha novos projetos, vontade de fazer muita coisa em benefício dos servidores para melhorar o desempenho e, assim, melhor atender a população. Porém, não consegui fazer grande parte das coisas que gostaria."
Questionado pelo jornalista Corrêa Neves Júnior se faltou o apoio de Gilson, o candidato disse: "Acho que se os projetos tivessem recebido apoio do prefeito, a Prefeitura teria um ganho muito grande. Então, acredito sim que faltou apoio do prefeito".
Perguntado sobre a criação de uma UBS (Unidade Básica de Saúde) exclusiva aos servidores municipais, Dr. Donha disse ser benéfica a criação em prol da própria população. "Penso que, ao contrário do que está sendo dito, seria um ganho muito grande para a população, porque o servidor afastado é um peso, o munícipe está pagando. Ao passo que se houver uma UBS, um tratamento imediato, ele retorna rapidamente. É um ganho ter um servidor bem de saúde e motivado."
Por fim, Dr. Donha afirmou que não existe apenas uma prioridade a ser feita, caso ele e Donzelli sejam eleitos. "Existe um leque de coisas a serem feitas, e não apenas uma prioridade propriamente dita. A questão das cirurgias, a manutenção da cidade, não apenas os buracos, mas a limpeza da cidade, por exemplo."
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.