Candidato a vice-prefeito de Franca, Agenor Gado (Podemos) foi o entrevistado desta quinta-feira, 22, no programa A Hora é Essa!, da rádio Difusora. Ele foi o sexto participante na série de entrevistas programada pela emissora.
A conversa será exibida também na live do GCN hoje à noite, a partir das 21h30, no Facebook, YouTube e Instagram. Nela, foram abordados temas como o histórico do candidato como empresário e presidente da Apae, planos para o futuro - caso eleito - e os problemas enfrentados no atual governo.
No início da entrevista, Agenor ressaltou o trabalho feito frente à Apae, alegando que a entidade estava tão endividada que perigava fechar. “Fizemos um trabalho de redução de custos e aumento de receita e, em seis meses, conseguimos equilibrar as finanças. Minha visão como empresário me permitiu enxergar os problemas de lá. Com isso, percebi que poderia fazer mais pelas pessoas, não só na Apae, e resolvi entrar na política para ajudar a cidade que me acolheu.”
O candidato contou que acreditava que sua carreira política havia acabado, quando saiu do partido Novo, no ano passado. “Ao me desvincular do Novo, acreditava que não estaria mais na política. Porém, para as eleições deste ano, muitos partidos me procuraram, isso me balançou.”
Questionado sobre a escolha de fazer parte da chapa com o PSDB, Gado explicou sua opção. “Analisando os convites, eu cheguei à conclusão que o Adérmis tinha a melhor equipe. Além de sua competência, princípios e valores, pelo que já prestou de serviço para sociedade em Franca.”
O jornalista Corrêa Neves Júnior elencou as relações não muito próximas entre prefeitos e vices na história da política francana. Sobre sua relação com Adérmis, o empresário afirma ser muito boa e não ter tido problemas enquanto vice da Apae. “Já fui vice na Apae com o Jorge Flávio Sandrin, por seis anos, e não fui um vice omisso, que ficava esperando ser chamado. Eu participei ativamente. Sou um vice atuante. Meu espaço vai estar lá e vou ajudar a administrar a cidade com a minha experiência como empresário”, afirmou.
Sobre as dificuldades dos recursos financeiros que Franca tem, com pouco dinheiro para investir, Corrêa Neves perguntou como ele agiria em relação a este problema, se haverá aumento de impostos, por exemplo. “Aumentar impostos nem pensar. A gente sempre tem que fazer mais com menos. Quando assumi a Apae, em 2017, vi gastos desnecessários. Fizemos esses cortes, e com poucas demissões. O grande capital da Prefeitura são os funcionários. Precisamos motivá-los. Quando motivados, eles vestem a camisa e trabalham melhor.”
O candidato ainda destaca que o foco, no início, será geração de empregos e, para isso, é preciso "destravar a máquina", para as coisas andarem mais rápido e empregar mais pessoas. “Existem muitas construções para serem liberadas, que a Prefeitura não libera, não dá o alvará. Você liberando rápido gera mão de obra. Dar condições paraa população produzir e construir gera renda. Esses trabalhos estagnados na Prefeitura precisam acontecer. Não é fácil. Mas é preciso querer fazer.”
O vice de Adérmis Marini ainda criticou o atual prefeito Gilson de Souza (DEM), alegando que faltou ação, gestão e vontade de fazer. “Quem está na cadeira tem que fazer. Ele foi eleito e o povo quer saber. Precisa desburocratizar. O prefeito tem que ajudar e não atrapalhar a sociedade.”
Perguntado se faltou ação do prefeito, Gado não poupou críticas, afirmando que a atual gestão “é um marasmo total". "Isso tem que mudar seja quem for eleito. O que não pode é continuar com quem está lá na cadeira. Não podemos reeleger esse homem de jeito nenhum."
Por fim, Agenor Gado (PODE) afirmou que suas propostas de governo estão dentro do que pode ser feito. “Não estamos oferecendo terreno na lua. Estamos prometendo o que nós podemos e acreditamos que podemos fazer.”
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