A Prefeitura de Franca anunciou, em edital publicado no Diário Oficial da última sexta-feira, 16, a renovação do aluguel da casa onde era sediado o Centro Pop (Centro de Referência Especializado para População de Rua). No entanto, a residência, localizada na avenida Dr. Hélio Palermo, 3.344, não é utilizada pelo serviço desde o final do mês de março, quando as condições oferecidas pelo local já não eram adequadas, devido à pandemia.
Serão 12 meses pagando aluguel, que agora está em R$ 4,9 mil, sem utilizar o prédio, já que o contrato foi prorrogado até 11 de março de 2021. A Prefeitura diz que foi preciso estender o contrato, mesmo não usando o imóvel, para poder reformá-lo.
A presidente do Conselho Municipal de Assistência Social, Lucinéia Silva Sartori, afirma que a casa não possui os requisitos mínimos para receber os moradores de rua e que o local já foi vandalizado por diversas vezes neste meio tempo.
“Saiu no Diário Oficial recentemente o anúncio de que o aluguel de lá, onde eram realizados os atendimentos, foi renovado. Porém, a residência não tem condição alguma para receber essa população vulnerável”, disse ela.
Segundo Lucinéia, quando o Centro Pop foi transferido para o Parque “Fernando Costa”, no início do ano, o imóvel ficou abandonado. “Roubaram toda a fiação da casa, levaram todo o material metálico, como torneiras e chuveiros, relógio de força e também cortaram os fios do alarme. E isso aconteceu também no ginásio do Champagnat. Além disso, nesse período, roubaram até a Secretaria de Ação Social. Nós tínhamos dois carros lá, e todas as rodas e pneus foram levados.”
Além do que relatou Lucineia, a casa da Hélio Palermo tem várias pichações e, realmente, demonstra um ar de local abandonado. De acordo com a Prefeitura, “em situação de pandemia, o local não oferece condições de atendimento adequadas sem que haja aglomeração, pela limitação de espaço físico”.
Em nota, informou que, com a transferência temporária do serviço, a intenção era fazer uma reforma rápida para retorno do atendimento no imóvel após a pandemia.
“Ocorre que o local foi alvo de práticas de vandalismo e danos nas instalações que terão que ser providenciados. Por essa razão, a reforma demandará um tempo maior e também custos, em relação ao orçamento”, afirma a Prefeitura, que continua: “O município não poderia realizar a reforma em prédio particular sem que existisse contrato de locação, por isso, o contrato de aluguel foi renovado, para que sejam realizados os serviços e adequações necessárias”.
E o serviço, que era prestado no ginásio do Champagnat, foi suspenso. Lá também foram furtados fios e o local está às escuras. “Informamos que a Secretaria de Ação Social está em busca de próprio público que possa ser utilizado como sede do Centro Pop, sem despesas com aluguel.”
Nesta sexta-feira, 23, acontecerá uma audiência entre o Ministério Público, o Conselho Municipal de Assistência Social e o Fórum Permanente da População de Rua para tratar de todas as questões relacionadas ao atendimento para os moradores de rua.
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