As obras do novo complexo viário da avenida Champagnat, que deveriam ser entregues neste mês outubro, continuarão por pelo menos mais dois meses. O trabalho no local é para que a rotatória com a Dr. Ismael Alonso y Alonso dê espaço ao complexo viário, já denominado como “Dr. William Wanderley Jorge”. A obra está orçada em R$ 3,1 milhões e é financiada com recursos do Pré-Sal.
Desde junho, a rotatória da avenida Champagnat passa pelas intervenções. Para desafogar o trânsito da área, o novo cruzamento será através de pontes e controlado por semáforos. Além disso, uma outra ponte será construída na altura da rua da Casa do Diabético, para o retorno.
De acordo com a Prefeitura, as obras seriam entregues em quatro meses e o prazo terminaria em outubro, mas a Secretaria de Planejamento Urbano informou que a Autem Engenharia, empresa executora, solicitou mais 60 dias para a finalização do projeto. O pedido foi justificado pelas ações de remanejamento da rede elétrica feitas pela CPFL no local, o que teria atrasado o trabalho.
Na Justiça
A obra é alvo de uma ação na Justiça. Em agosto, o Ministério Público pediu a imediata supensão dos trabalhos, porque a empresa não teria apresentado documentos que comprovem sua qualificação econômico-financeira. Segundo o MP, a Autem faz parte de um grupo econômico formado por outras duas empresas em recuperação judicial e que não estariam cumprindo os acordos.
O juiz aceitou a ação, mas negou a liminar, dando prazo de cinco dias para que ambas as partes apresentassem suas defesas. A Prefeitura alega que não tinha conhecimento da ligação da Autem com as demais empresas, uma vez que todos os documentos necessários foram apresentados.
Uma carta foi enviada à Justiça de Ribeirão Preto, sede da empresa, para que a Autem fosse notificada e apresentasse suas alegações, o que aparentemente não aconteceu dois meses depois. No último sábado, 17, a Justiça de Franca determinou diligência "junto à Segunda Vara da Fazenda Pública da Comarca de Ribeirão Preto para a vinda de informações".
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