Franca dá mostras de recuperação de uma de suas principais atividades. Segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério da Economia, a indústria calçadista apresenta uma leve recuperação. O mês de agosto mostra que o setor admitiu 802 pessoas, contra 412 desligamentos, com saldo positivo de 390.
O setor vinha apresentando muita preocupação com o fechamento de lojas por conta da pandemia, forçando a queda na produção. No acumulado do último ano, foram registradas 13.416 demissões, além do enceramento de um grande número de postos de trabalho.
Apesar da retomada das contratações, o Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca) vê a reação do setor de forma tímida, também apontando queda em relação ao mesmo período do ano. Em agosto de 2019, eram 17.564 pessoas empregadas. Em agosto de 2020, foram 10.184, sendo uma queda de 42%.
O presidente do Sindifranca, José Carlos Brigagão, se diz otimista, apesar de informar que o número de empresas fechada ainda é grande. “Isso é consequência natural da população que vem se movimentando em busca de alternativas para retomar à atividade. Na medida que as lojas voltaram a reabrir, depois da decisão do Plano São Paulo, as indústrias também foram reabrindo as portas e passaram a produzir. Mesmo assim mais de 50% das empresas não estão trabalhando."
Brigagão acredita que a retomada será gradativa. “Essa volta é gradativa e vamos demorar para atingir o patamar de 2013, época que a capacidade de produção foi de mais de 40 milhões de pares de sapato, chegando também ao total de 28 mil funcionários. A diferença é grande já que em agosto desse ano, o número de empregados no setor foi pouco mais de 10 mil”, disse. “Em 2021 esperamos iniciar um processo de recuperação das indústrias com a elaboração de um plano juntamente com as forças ligadas diretamente com o setor calçadista.”
O empresário Eduardo Nobrega disse que vai esperar mais um pouco para certificar sobre a retomada do setor. “Todo final de ano isso acontece com as empresas aqui em Franca. Esse ano, além da pandemia ter nos prejudicado muito, estamos sofrendo com os aumentos de matéria prima. Creio que esse fluxo de empregos só permanecerá desta forma se a vacina chegar e der resultado. Assim, nosso setor voltará a crescer e consequentemente solidificar essas contratações.”
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