No dia 30 de setembro, a prefeita de Delfinópolis, Suely Alves Ferreira Lemos (Solidariedade), se encontrou com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em um evento no Palácio do Planalto. Na oportunidade, Suely aproveitou para relembrar de um ofício enviado ao presidente no dia 3 de setembro, pedindo soluções para o acesso à cidade mineira.
A cidade, de quase 8 mil habitantes, se encontra praticamente ilhada, já que um dos acessos asfaltado é pela rodovia MG-856, que liga Cássia a Delfinópolis. Porém, a travessia exige a utilização de uma balsa sobre o rio Grande, que normalmente está lotado nos horários de pico. Já o outro é pela BR-464, com um trecho de terra em região montanhosa, dificultando o tráfego de veículos.
Por isso, por meio do ofício, Suely Lemos solicitou ao presidente que fosse realizado o asfaltamento dos 64 km do trecho de São João Batista do Glória (MG) a Delfinópolis. Além disso, pediu também a construção de uma ponte no rio Grande, para descartar a necessidade da balsa, e abrir uma via de acesso.
Para mostrar a necessidade de novas vias e, assim, convencer o presidente, o ofício apontou a força na produção agropecuária. “Apesar do nosso município ser pequeno quanto ao índice populacional e enfrentarmos dificuldade de acesso (locomoção), somos reconhecidos pela nossa produção agropecuária, sendo o 2º maior produtor de banana prata do Estado de Minas Gerais e o 1º produtor de soja do sudoeste do Estado de Minas Gerais, com produção anual estimada em R$ 200.450.000,00."
Problema com o Parque Nacional da Serra da Canastra
Outro grande problema da cidade também foi discutido em Brasília, mas dessa vez com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Na conversa, representantes de Delfinópolis e São João Batista do Glória pediram uma solução para a área do Parque Nacional da Serra da Canastra.
O parque, criado no Decreto nº 70.355/1972, tinha uma área estimada de 200 mil hectares, mas apenas 71,5 foram efetivamente regularizados. Porém, o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), responsável pela administração do local, estaria estendendo o raio de atuação.
Esse problema faz com que o município tenha dificuldades de receber novos investimentos. “Nosso Município hoje vive uma insegurança jurídica, o que impede investimento de particulares na área da agropecuária, turismo, e até mesmo na expansão da nossa cidade, pois a área de amortecimento do Parque praticamente engloba o Município inteiro”, explicou a prefeita, no documento enviado ao presidente.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.