O prefeito Gilson de Souza (DEM) publicou no Diário Oficial do Município no último sábado, 3, a suspensão das aulas para a rede municipal, mas autorizou a retomada para as instituições estaduais e particulares. Porém, um novo decreto foi publicado nesta terça-feira, 6, suspendendo as aulas presenciais em todas as instituições até o final do ano letivo. Preocupados com a situação da cidade, um grupo de professores está realizando um abaixo-assinado virtual, com o objetivo de inibir uma possível retomada durante a pandemia.
A petição iniciou no dia 26 de setembro. Após o primeiro decreto, os professores tentaram marcar uma reunião com o prefeito, mas não obtiveram resposta. Em seguida, nesta última segunda-feira, 5, protocolaram o abaixo-assinado na Prefeitura, junto com uma nota informando o posicionamento. O grupo faz parte da Unidade Classista de Franca e Região, uma corrente sindical de oposição dentro da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo).
"As escolas não estão preparadas para o retorno, seja por (falta de) infraestrutura adequada, por materiais de higiene suficiente ou por pessoal capacitado. Faltam ventiladores, bebedouros. Brincamos que não conseguimos controlar nem piolho dentro de uma escola, quem dirá um vírus com alto grau de contágio como esse?’’, disse Pedro Guimarães, de 29 anos, professor da rede estadual desde 2018.
Leia mais:
3 dias após liberar, Gilson recua e proíbe volta às aulas nas escolas particulares
Ainda segundo Guimarães, fatores como professores lecionando em diferentes escolas podem acarretar na disseminação. "Sem levar em consideração que um terço dos professores do Estado não são efetivos, ou seja, são contratados e trabalham de acordo com a demanda e, por isso, têm de trabalhar em três, quatro ou mais escolas para completar sua carga horária, sendo um perigoso vetor de contágio.’"
A petição já conta com mais de 780 assinaturas e está disponível na plataforma change.org.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.