pois é pois zé, tamujunto mas não misturados
pau no reto do baba ovo
minha tribo antropofágica não come qualquer ninguém
prazer reprimido eclode na cloaca de barrabás
sentam à mesa do escarnecedor
e lavam as mãos onde herodes vomitou
paz para os de boa vontade é sinal de alerta
a lua nova não impe o verme
de avançar sobre crânios perfurados por anátemas
o mundo está achado desde as origens
nisto há regozijo, alegremos!
a serenidade recompõe para a luta um de nós por vez
a barbárie ordinária vê quem tem olhos de ver
eu vejo a açucena abre-se invisível
e isso traz o estranho alívio da beleza em risco de ser pisada
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