SEM AULAS

Gilson suspende aulas na rede municipal até o final do ano, mas autoriza retomada nas particulares

Por Gabriel Lacerda | Especial para o GCN
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Gilson de Souza, durante comemoração da fase Amarela em 11 de setembro: postagem foi a última do prefeito nas redes sociais
Gilson de Souza, durante comemoração da fase Amarela em 11 de setembro: postagem foi a última do prefeito nas redes sociais

O prefeito Gilson de Souza (DEM) publicou no Diário Oficial do Município deste sábado, 3, decreto que mantém a suspensão das aulas na rede municipal de ensino, incluindo as creches conveniadas, até o final do ano. As faculdades, tanto as particulares quanto a Estadual e as autarquias FDF e Unifacef; a rede pública estadual; as escolas particulares e os cursos livres poderão voltar a oferecer aulas presenciais se assim optarem. A decisão fica a critério de cada estabelecimento.

O Plano SP estabelece como critério que os municípios poderão retomar as aulas presenciais, desde que liberadas pelos prefeitos, após permanecerem 28 consecutivos na fase Amarela. Como Franca entrou na fase Amarela no dia 12 de setembro, o prazo de 28 dias termina na sexta-feira, 9 de outubro. Dia 12, segunda-feira, é o feriado de Nossa Senhora da Aparecida, padroeira do Brasil. Na prática, as escolas que decidirem retomar as aulas presenciais poderão receber alunos a partir de terça-feira, 13 de outubro.

 

O decreto

Na sua justificativa para manter suspensas as aulas presenciais na rede pública, o prefeito cita a opinião do Comitê Municipal de Enfrentamento do Covid-19, que se posicionou contrário à retomada de forma “enfática”, segundo o decreto, através do Parecer Técnico 07.

Gilson também menciona a pesquisa realizada pela secretaria de Educação com pais de alunos, professores e servidores da rede municipal. Os dados apontados pela pesquisa revelaram ampla rejeição à retomada. No total, 87,2% dos pais ou responsáveis pelos alunos das escolas municipais; 74,5% dos pais ou responsáveis por alunos das creches do município ou conveniadas; e 94,2% dos professores e servidores se posicionaram contra a volta às aulas com presença física dos alunos neste ano.

O prefeito alerta que os estabelecimentos de ensino que decidirem retomar as aulas presenciais deverão obedecer a todos os critérios sanitários previstos no Plano SP, que incluem rodízio de alunos, distanciamento nas salas e restrição de horários.

 

Silêncio

Não houve qualquer anúncio da prefeitura de Franca e nenhum tipo de pronunciamento de Gilson de Souza sobre a decisão de manter suspensas as aulas na rede municipal, Também não houve qualquer explicação para a decisão de liberar a retomadas nas escolas particulares. A medida, que impacta diretamente dezenas de milhares de alunos e suas famílias, não foi postada nas redes sociais da prefeitura nem distribuída pela assessoria de imprensa. As informações disponíveis constam apenas do decreto publicado no Diário Oficial do Município.

O silêncio de Gilson de Souza tem chamado a atenção. Aparentemente, o prefeito se auto-impôs uma espécie de “quarentena” de comunicação. Nas suas redes pessoais, a última postagem foi em 11 de setembro, quando comemorou o avanço de Franca para a fase Amarela. Entrevistas rarearam e, na página oficial da prefeitura de Franca, só há postagens sobre o coronavírus.

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