CONFUSÃO

Acusado de assédio se afasta e ataca FDF: 'Irresponsabilidade e incompetência'

Por Lucas Faleiros | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
William Tristão pediu afastamento do cargo
William Tristão pediu afastamento do cargo

O professor da FDF (Faculdade de Direito de Franca) acusado de assédio, William Tristão, pediu afastamento do cargo e atacou a instituição em suas redes sociais. Além de criticar a universidade, o docente se defendeu das acusações, queixou-se de reportagens feitas por outros veículos de comunicação, gabou-se por uma notícia envolvendo seu nome ter ficado à frente das que citavam o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter provas de que outros professores da FDF mantiveram casos com suas alunas e ameaçou, novamente, processar alunos que supostamente o ofenderam.

Segundo William, a faculdade errou ao permitir que o vídeo de sua aula fosse compartilhado em meios externos. “Tem o compromisso de preservar a imagem dos professores e, com o vazamento do material, demonstrou total irresponsabilidade e incompetência, sendo que, até o presente momento, não apresentaram o responsável.”

O professor afirmou ter provas de que o vídeo foi extraído da conta da faculdade e que, caso a instituição não apresente o responsável pelo compartilhamento, recorrerá à polícia e ao judiciário.

Ele utilizou a postagem para se defender das acusações de assédio, que aconteceram após uma aula na segunda-feira, 28. “A aluna deixou bem claro, na frente de uma professora, um tutor e mais de 120 alunos que não foi assediada e não se sentiu ofendida”, disse, afirmando ter o vídeo que comprova sua fala.

Sobre as ameaças de retirar pontos de trabalho dos universitários, ele diz que “foram no sentido de que parassem de invadir a vida da aluna, que, insisto, nada fez de errado”.

O professor também comenta que realizar uma prova para “ferrar” os alunos está fora de cogitação. Segundo ele, não teria “tempo para fazer” isso nem pretensão. Nesse momento, ele diz que pretende deixar o cargo de professor na faculdade.

O docente diz também que o vice-diretor da FDF, José Saraiva, ao garantir os pontos de trabalho para os universitários, estaria “usurpando” sua função de professor e “cometendo grave erro”.

Leia mais:

'Brincadeira' em sala de aula online termina com suspeita de assédio na Faculdade de Direito

Alunos protestam pedindo a demissão de William Tristão; MP pede abertura de inquérito para apurar caso

William queixou-se das matérias realizadas pela Record e EPTV, afirmando que sua entrevista foi editada em ambos os casos e que a mídia manipulou a situação. Também se queixou de um texto feito por Hugo Gloss, jornalista o qual ele afirma que não realizou apuração dos fatos, e da reportagem publicada pela revista Marie Claire, a qual ele convida para uma “aula sobre feminismo”. O professor ainda se gabou por sua matéria ter sido mais lida do que uma que envolvia Donald Trump no G1.

Em determinado ponto de seu texto, Tristão acusa outros professores da mesma instituição de terem mantido casos com suas alunas. “Se tem este estardalhaço sobre mim, também tenho informações e provas de professores que já mantiveram casos com alunas.” Ele diz que dois desses professores dão aula no 2º ano e outra ministra para o 5º ano. William ainda questiona se a FDF apurará também os outros casos.

Por fim, o docente afirma que recebeu de alunos prints de conversas em grupos onde seu nome era comentado e alerta “aos menos entendidos” que ingressará com ação contra os que o ofenderam: “Cada um responde pelo que fala”.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários