ASSÉDIO

Alunos da FDF organizam protesto e querem demissão imediata do professor William Tristão

Por Lucas Faleiros | Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Arquivo/GCN
 Protesto será no boulevard da FDF
Protesto será no boulevard da FDF

Um grupo de universitários da FDF (Faculdade de Direito de Franca) marcou para as 17 horas desta quinta-feira, 1° de outubro, uma manifestação pacífica com objetivo de reivindicar a demissão imediata do professor William Tristão, suspeito de assédio moral e sexual durante uma aula de direito penal na noite da última segunda-feira. Tristão nega o assédio e diz que tudo não passou de uma "brincadeira". 

No convite para o movimento, previsto para ocorrer no boulevard em frente à faculdade em horário ainda a ser definido, a organização afirma que o procedimento adotado pela universidade de investigar o caso antes de tomar qualquer providência contra o professor vai contra o funcionamento dos órgãos públicos. "Numa democracia, quando um funcionário público é suspeito de cometer um crime, seu afastamento é feito de imediato. Com a posterior investigação decidindo apenas se houve ou não conduta que justifique o afastamento, e assim o fazendo ou não de forma definitiva”, diz o convite.

Segundo os organizadores, todas as medidas de segurança com relação à pandemia deverão ser respeitadas durante o ato. O comunicado alega que pessoas que não utilizarem máscaras de proteção não poderão participar.

 

Comissão

A FDF (Faculdade de Direito de Franca) tinha programado uma reunião no final da tarde de quarta-feira, 30, para discutir como será feita a apuração do caso de suspeita de assédio envolvendo uma aluna da instituição e o professor William Tristão. O encontro contaria com a representação, além da diretoria da faculdade e seu colegiado, do Diretório Acadêmico, órgão que Tristão ameaçou processar por crime contra a honra.

“Para apurar toda a situação, é necessário muito cuidado. Teremos acesso ao material de aulas completo e precisamos assegurar que todos os lados serão ouvidos. Temos de oferecer ampla defesa para os envolvidos. Isso, de acordo com o nosso regimento, pode demorar até 30 dias, no máximo. Hoje (ontem), a direção e o colegiado escolhem a comissão de professores que ficará responsável pelo caso", disse José Saraivam vice-diretor da instituição.
 
Saraiva voltou a dizer que desconhece a possível nota que o professor William disse que seria divulgada na quarta-feira, onde a faculdade, a aluna e ele negariam conjuntamente o assédio. “O professor pode ter se equivocado. Essa nota não chegou até nós da direção. Talvez ele mesmo esteja elaborando um documento para apresentar uma defesa. A gente não poderia soltar um comunicado assim, sem antes apurar tudo o que ocorreu.”

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários