MANIFESTAÇÃO

Grupo protesta contra possível volta às aulas e queimadas

Por Victor Linjardi | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Um dos cartazes afixados nas grades da Prefeitura de Franca
Um dos cartazes afixados nas grades da Prefeitura de Franca

Na manhã da segunda-feira, 28, um grupo foi à Prefeitura de Franca protestar com cartazes e sacos de lixo, em alusão às mortes pelo novo coronavírus na cidade. As pautas abordadas pelo grupo incluíram o possível retorno das aulas, a "negligência" dos governantes no combate ao vírus e as constantes queimadas na cidade e no país.

A manifestação foi considerada “silenciosa” pelo grupo, pois optaram por expor suas críticas de forma escrita, pendurando cartazes com frases de protesto no portão da Prefeitura, sem permanecerem lá para evitar aglomeração. “Seria hipocrisia de nossa parte criticar a volta às aulas, por exemplo, e nos aglomerarmos para um ato”, afirmou um dos representantes do movimento, Gabriel Carreiras.

Uma das críticas do grupo é em relação às queimadas que vêm acontecendo no país. “O que tem acontecido no Pantanal, na Amazônia se reflete em outros lugares do país. Aqui em Franca, temos visto queimadas também e isso acontece pela política permissa dos governantes que dá 'aval' para que as queimadas aconteçam”, disse Carreiras.

Outro ponto abordado foi o possível retorno das atividades escolares. O risco que a volta pode representar com o suposto aumento na proliferação do coronavírus é a maior crítica do grupo. “Brincamos que as escolas não conseguem controlar nem piolho, quanto mais um vírus poderoso que está por aí”, disse Carreiras. Ele usa o exemplo da França que reabriu as escolas e logo depois teve uma segunda onda da doença no país, levando ao fechamento das unidades. “Seria um genocídio com aval do Estado.”

As críticas à Prefeitura foram diretamente ligadas ao combate à Covid-19. Para os antifascistas, a ida de Franca à fase Amarela do Plano São Paulo tem viés eleitoreiro. “Tivemos uma normalização das mortes aqui. A Prefeitura, ao invés de ir atrás de mais leitos, testes em massa e hospitais de campanha, preferiu investir em construção de um novo viaduto”, disse em referência às obras da rotatória da avenida Champagnat.

O ato, que teve início por volta das 10h da manhã foi finalizado às 18h, quando membros do movimento foram retirar os cartazes e apetrechos afixados. Todo material usado foi doado a um catador de recicláveis.

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