Por perto a rosa dos ventos

homem na barca terceira

cães vadios buliçosos

dois solitários coqueiros

as folhas em movimento

 

Uma lembrança doída

ardida como sol a pino

em pele de gente alva

como pimenta atrevida

singrando olhos de mágoa

 

Nesta hora incipiente

invento um cais surreal

desconsidero a corrente

do norte ou meridional

e desatraco o presente

 

Timoneira em minha nau

não turista acidental

iço âncora e coragem:

não soçobre a navegante

antes do final da viagem

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