Uma baía bem ampla
ondas lambendo forte
brisa areia peixe ponte
mais uma faca de corte
no horizonte, gaivotas
Por perto a rosa dos ventos
homem na barca terceira
cães vadios buliçosos
dois solitários coqueiros
as folhas em movimento
Uma lembrança doída
ardida como sol a pino
em pele de gente alva
como pimenta atrevida
singrando olhos de mágoa
Nesta hora incipiente
invento um cais surreal
desconsidero a corrente
do norte ou meridional
e desatraco o presente
Timoneira em minha nau
não turista acidental
iço âncora e coragem:
não soçobre a navegante
antes do final da viagem
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.