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'Essas denúncias são falsas e infundadas', diz Marlon Centeno sobre Operação do Gaeco

Por Kaique Castro | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Dirceu Garcia/GCN
Marlon Centeno: 'As denúncias são falsas e têm motivações eleitoreiras, que visam manchar o meu nome'
Marlon Centeno: 'As denúncias são falsas e têm motivações eleitoreiras, que visam manchar o meu nome'

Principal alvo da Operação Longa Manus, Marlon Centeno afirmou em entrevista exclusiva ao programa A hora é essa!, da rádio Difusora, que as denúncias feitas contra ele são falsas e as investigações mostrarão sua inocência. Ele é suspeito de liderar um esquema de fraudes nas licitações da Feac (Fundação Esporte, Arte e Cultura), que presidiu até o início deste ano.

A operação foi deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Contra o Crime Organizado) da Promotoria de Franca nessa quinta-feira, 24, quando fez busca e apreensão na sede Feac e outros endereços.

Reafirmando o que havia alegado em nota divulgada em suas redes sociais, Marlon se disse surpreso com a operação do Ministério Público e afirmou que as denúncias têm motivações políticas, já que é candidato a uma cadeira na Câmara de Franca.

“Foi com muita estranheza que recebi as acusações do MP. Tenho plena convicção que o trabalho que liderei como presidente transformou a nossa cidade. Trabalhei de forma honesta à frente da Feac. As denúncias são falsas e têm motivações eleitoreiras, que visam manchar o meu nome”, afirmou.

O ex-presidente da Feac também disse acreditar nas investigações do Gaeco e que os desdobramentos mostrarão que ele é inocente. “O MP é um órgão competente que realiza um papel fundamental pela Justiça e pela verdade, para o bem da nossa sociedade. O MP está cumprindo o papel deles, que é investigar as denúncias. Denúncias que tenho certeza que se mostrarão falsas e infundadas. Não acredito que o MP aja para favorecer ou perseguir ninguém.”

A cerca de 50 dias da eleição, Marlon também disse que pensará com seu grupo a sua candidatura.

 

Repercussão

Segundo o Ministério Público, todas as licitações investigadas eram feitas na sede da Feac e não há qualquer envolvimento com a Prefeitura. Quatro pessoas foram alvos das medidas de busca e apreensão. Os mandados foram cumpridos nas residências dos investigados e endereços vinculados a eles, além do prédio da Feac, onde documentos e computadores foram apreendidos.

O PL, partido de Marlon, afirmou que o fato em investigação não tem relação com a Deputada Graciela, líder da legenda na região nem com a agremiação. Ressaltou ainda que, quando Marlon se filiou ao PL, ele já não estava mais como presidente da Feac.

“A investigação, iniciada em 2019, estava sob sigilo, de modo ser impossível o partido ter conhecimento da apuração. Sequer o PL e a deputada fizeram parte do atual governo. Posto isto, consultamos o Departamento Jurídico do PL Estadual e uma pessoa com candidatura homologada em convenção não pode ser retirada da chapa de vereadores por ato unilateral. No mais, cabe informar que as certidões judiciais exigidas para o registo da candidatura do Marlon não trouxeram restrições”, afirmou a assessoria da deputada Graciela.

A Prefeitura de Franca também se manifestou em nota, afirmando estar à disposição dos promotores para qualquer necessidade.

“A Prefeitura de Franca, mediante a investigação deflagrada pelo Ministério Público contra o ex-presidente da Feac (Fundação Esporte, Arte e Cultura) Marlon Centeno, está à disposição das autoridades competentes para contribuir na apuração dos fatos, fornecendo documentos e prestando esclarecimentos que se fizerem necessários. Mesmo porque a Administração Pública de Franca sempre se pautou pela transparência”, diz a nota.

 

O esquema

Segundo informações apuradas pelo GCN, o esquema seria liderado por Marlon Centeno sem participações de outros servidores das Feac ou da Prefeitura. A ação criminosa era em cima dos projetos tocados por ONGs.

Marlon utilizaria laranjas para participar dos chamamentos de licitações, que ajudariam a direcionar o vencedor. O escolhido pagaria a Marlon, então, uma propina sobre o valor total do contrato.

A Feac gerencia R$ 11 milhões por ano, grande parte deles em parcerias com o terceiro setor.

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