CORRUPÇÃO NA FEAC

Esquema alvo do Gaeco envolve suposto pagamento de propina a Marlon Centeno

Por Kaique Castro | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Dirceu Garcia/GCN
Promotores do Gaeco apreendem documentos e computadores na sede da Feac
Promotores do Gaeco apreendem documentos e computadores na sede da Feac

O Gaeco (Grupo de Atuação Especializado Contra o Crime Organizado) de Franca deflagrou na manhã desta quinta-feira, 24, a operação “Longa Manus”. Oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos na cidade. O principal alvo dos promotores é o ex-presidente da Feac (Fundação Esporte, Arte e Cultura) Marlon Centeno, que é suspeito de liderar um esquema de fraude nas licitações com o terceiro setor.

Segundo o Ministério Público, todas as licitações investigadas eram feitas na sede da Feac e não há qualquer envolvimento com a Prefeitura. Quatro pessoas foram alvos das medidas de busca e apreensão. Os mandados foram cumpridos nas residências dos investigados e endereços vinculados aos investigados, além do prédio da Feac, onde documentos e computadores foram apreendidos.

O Gaeco não informou os nomes dos suspeitos. O caso é investigado desde 2019, onde os promotores apuram suspostos desvios de verbas públicas pelo então presidente Marlon Centeno. O caso é tratado com sigilo pelos promotores.


“Durante as investigações apurou-se que entidades municipais apresentam projetos para firmar convênios e receber verbas públicas da Feac. Diante disso, o Presidente da Fundação Pública à época teria colocado pessoa de sua confiança em algumas entidades para que parte dessas verbas retornassem para ele, por intermédio de laranjas”, explicou o MP em nota à imprensa.

 

Como funcionaria o esquema

Segundo informações apuradas pelo GCN, o esquema seria liderado por Marlon Centeno sem participações de outros servidores das Feac ou da Prefeitura. A ação criminosa era em cima dos projetos que seriam tocados por ONGs.

Marlon utilizaria laranjas para participar dos chamamentos de licitações que ajudariam a direcionar o vencedor. O escolhido pagaria a Marlon, então, uma propina sobre o valor total do contrato.

A Feac gerencia R$ 11 milhões por ano, grande parte deles em parcerias com o terceiro setor.

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