Alvo de uma operação comandada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado), Marlon Centeno é investigado por suposto desvio de dinheiro público quando ainda era presidente da Feac (Fundação Esporte, Arte e Cultura), entre os anos de 2017 a 2019. Através de uma nota divulgada em suas redes sociais, o agora candidato a vereador afirmou estar tranquilo e acreditar no trabalho de investigação do Ministério Público.
A operação cumpriu oito mandados de busca e apreensão envolvendo a Feac e seu ex-presidente na manhã desta quinta-feira, dia 24. A reportagem do GCN tentou contato com Marlon, mas ele não foi encontrado. Em nota, disse que durante o período em que esteve à frente da Fundação, sempre se pautou pela ética e desenvolvimento de Franca.
“Venho a público, através de minhas redes sociais, esclarecer a população que tenho a consciência tranquila quanto ao meu trabalho desenvolvido na entidade e que não cometi nenhum crime ou qualquer ato ilícito. Saliento que as verbas repassadas pela Feac às entidades foram depositadas diretamente na conta das mesmas. Não houve qualquer desvio ou apropriação de valores”.
O Gaeco apurou que Marlon Centeno teria colocado pessoas de sua confiança em algumas entidades que recebem verbas públicas do município para que o dinheiro voltasse para ele, com o uso de laranjas. Essas entidades firmam convênios com a Feac para realização de projetos culturais e de esporte.
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Marlon Centeno ainda disse que a operação tem influência das eleições deste ano. “Por ser pré-candidato a vereador de Franca, entendo que tais denúncias têm motivações eleitoreiras e, com grande tranquilidade, acredito no trabalho de investigação do Ministério Público e estou à disposição dos promotores e investigadores para constatar que não há nenhum crime ou ato ilícito por mim enquanto presidente da Feac”, disse.
O prefeito Gilson de Souza (DEM) também foi procurado pelo GCN nesta manhã e disse que falaria sobre o caso em seu gabinete, na Prefeitura, mas a reportagem não foi atendida. Até o momento, Gilson não se pronunciou sobre a operação envolvendo um dos principais nomes que passou por seu governo.
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