O Gaeco (Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado) do Ministério Público está neste instante na Feac (Fundação Esporte, Arte e Cultura), onde foram apreendidos documentos. As suspeitas, segundo apurou a reportagem do GCN, envolvem desvio de dinheiro entre os anos de 2017 e 2019. A Feac, na época, era comandada por Marlon Centeno, hoje candidato a vereador.
O Gaeco apurou que Marlon Centeno teria colocado pessoas de sua confiança em algumas entidades que recebem verbas públicas do município para que o dinheiro voltasse para ele, com o uso de laranjas. Essas entidades firmam convênios com a Feac para realização de projetos culturais e de esporte.
A operação investiga a prática de organização criminosa, peculato (quando o servidor ou funcionário público usa do cargo para obter vantagem pessoal) e lavagem de dinheiro.
O novo presidente da Feac, Adriel Cunha, que assumiu o cargo há cerca de um mês, disse em entrevista ao portal GCN que todas as informações solicitadas serão fornecidas o mais rapidamente possível. “Assumi o cargo recentemente. Tudo que sei é que foram requisitados documentos relativos a contratos e licitações de 2017, 2018 e 2019."
A operação, batizada de “Longa Manus”, cumpriu oito mandados de busca e apreensão na sede da Feac, que funciona no mesmo prédio da secretaria de Educação, na casa de Marlon Centeno e na agência de veículos de sua propriedade.
Procurado pela reportagem, Marlon Centeno não atendeu as ligações.
A operação segue em curso na Feac. Mais informações ainda hoje no Portal GCN.
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