Caso Wesley

Psicografia leva pais de Wesley a mais uma viagem em busca do filho

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Mensagem apontava que Wesley estaria no sótão desta igreja em São José da Barra, em Minas Gerais
Mensagem apontava que Wesley estaria no sótão desta igreja em São José da Barra, em Minas Gerais
Desde o sumiço do filho, há 26 dias, os pais do garoto Wesley Pires Filho se tornaram viajantes incansáveis na busca pelo adolescente. Wesley e Camila já estiveram em inúmeras cidades da região de Franca, Ribeirão Preto e no Sul de Minas Gerais. Na bagagem, a esperança de encontrar o filho de 13 anos, que desapareceu de casa no último dia 28 de agosto. 
 
Nessa terça-feira, 22, a família recebeu uma informação de que o garoto estaria em São José da Barra (MG), cidade que fica a 140 km de Franca. A “pista” que levou os pais até a cidade mineira foi transmitida por uma mulher que seria médium e moradora na cidade de Florianópolis, capital de Santa Catarina. A suposta médium psicografou que o estudante estava escondido dentro do sótão de uma igreja daquela cidade. O nome da médium seria Bárbara, segundo o pai do adolescente.
 
Wesley, o pai, disse que recebeu um telefonema de uma mulher chamada Luzilene Regina Monteiro, que seria enfermeira do Hospital Universidade de Santa Catarina, cuja filha (Bárbara) é médium. A suposta médium teria psicografado uma mensagem do espírito “Pai José”, que apontava que Wesley estaria no sótão de uma igreja em São José da Barra, no Sudoeste mineiro.
 
“A mulher relatou que viu pela mediunidade dela e psicografou que Welsinho estava na igreja lá em São José da Barra, descrevendo detalhes da igreja, cor e o local. Chegamos na cidade de madrugada, fiquei lá até amanhecer, até o padre abrir a porta para olharmos, já que ela falou que ele estava no sótão. Mas a gente verificou que era mais uma mentira”, explicou Wesley Alves, exausto.
 
O que fez com que a família ficasse mais esperançosa sobre a pista do menino e ir até aquela cidade foi a documentação apresentada pela mãe de Bárbara. Além do número de telefones, números de documentos pessoais, como RG e CPF, a família recebeu via whatsapp um texto que seria a psicografia do “Pai José”, indicando, até com desenhos, como chegar à referida igreja.
 
“Independente de ser um trote, eu ia lá comprovar se era meu filho. Não é a questão de acreditar ou não em uma pessoa falando que ele estaria lá. Eu estou procurando meu filho e tive que ir lá. Eu vou em qualquer lugar", disse Wesley Alves. “Ela vai pagar pela maldade que fez.”
 
Rosinha Aylon, líder espírita em Franca que desenvolve um trabalho junto ao Berçário de Dona Nina, rechaça a história da suposta médium. “É muito raro que os espíritos venham até nós, nos dizer onde encontrar alguma coisa ou alguém. Espiritismo é amor, união, é fortalecimento, de serenar corações e não pra gente ser adivinho.”

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários