DIFICULDADE

'Nosso financeiro está difícil. As ajudas estão difíceis', diz diretora do Berçário Dona Nina

Por Higor Goulart | da Redação
| Tempo de leitura: 1 min
Rosinha Aylon, diretora do Berçário Dona Nina
Rosinha Aylon, diretora do Berçário Dona Nina
O Berçário Dona Nina, que atende crianças adoecidas em Franca, é uma das instituições com dificuldades por conta da pandemia. Por não poder realizar tradicionais eventos, como a quermesse, o jantar e o bazar de bordados, a entidade tem tido problemas financeiros e não consegue achar alternativas para suprir a demanda.
 
“O trabalho foi difícil, porque sobrevivemos de promoções. E a promoção de grande modo para nós seria a quermesse que é em julho, em agosto o jantar e em outubro o bazar de bordados. Mas nada previsto ainda. Nosso financeiro está difícil. As ajudas estão difíceis. Creio que não é só para nós, mas para todas as entidades”, conta a diretora do local, Rosinha Aylon.
 
Conforme conta a diretora, no início da pandemia, as coisas eram mais fáceis com as lives e outros eventos, mas com o passar do tempo foi ficando mais difícil. “No início as lives, drive-thru davam certo, mas, ultimamente, acho que o povo cansou muito. Teve um drive-thru que teve pouquíssima adesão. Agora o povo está cansado de tudo isso. Eles também precisam e nós estamos pensando no que fazer.”
 
Além disso, outra coisa que aumentou é a quantidade de cestas básicas que são repassadas mensalmente às famílias das crianças. O número dobrou, já que elas têm ficado em casa e outros têm procurado ajuda. “Entregamos 210 cestas básicas ao mês e multiplicou, porque antes eram 100. Antes eram para as famílias que estávamos assistindo, mas agora as assistentes sociais vão nas casas, verificam e nós vamos atrás.” 
 
Apesar das dificuldades, Rosinha diz que reuniões têm sido feitas e que estão pensando maneiras de sair dessa situação. “Estamos com muitas cabeças pensando, quem sabe verificaremos algo pra todo mundo”, finalizou.

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