A decisão tomada pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho) nesta segunda-feira, 21, no julgamento do dissídio coletivo dos Correios, de conceder um reajuste salarial de 2,6% e encerrar a greve imediatamente não agradou aos trabalhadores da empresa, que ainda opera com capacidade reduzida em Franca.
De acordo com Rogério Rezende Corona, diretor sindical dos Correios, uma reunião será realizada nesta terça-feira, 22, e decidirá se os funcionários darão seguimento à greve. “A decisão do TST não agradou à nossa categoria. Nós vamos nos reunir com o setor jurídico da federação e com os diretores e delegados da base de Ribeirão Preto para discutir a situação. À noite, acontecerá uma assembleia para decidir se a greve vai seguir."
O principal motivo do descontentamento dos trabalhadores é que algumas cláusulas retiradas do acordo coletivo da empresa no mês passado, que garantiam a eles benefícios como 30% do adicional de risco, licença-maternidade de 180 dias, auxílio-creche, indenização por morte e auxílio para filhos com necessidades especiais, não foram reinseridas no documento.
“Ficamos com 29 cláusulas. Porém, só duas delas são econômicas. O que queríamos era a manutenção dos benefícios, e não um reajuste salarial”, disse Rogério.
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