Franca completou 28 dias fora da fase vermelha do Plano SP, nesse sábado, 19. Com isso, conforme anúncio prévio no Decreto Municipal, as atividades religiosas foram autorizadas a retornar a partir deste domingo, 20. A autorização faz com que missas, cultos e similares voltem a acontecer pela primeira vez desde que o prefeito Gílson de Souza (DEM) acatou decisão judicial e as proibiu no dia 11 de junho. Exatos cem dias depois, líderes religiosos poderão abrir suas casas.
Bispo Diocesano de Franca, Dom Paulo Roberto Beloto se disse feliz com esse retorno e acredita que o tempo esperado foi razoável, “porém necessário”. Já o presidente do conselho de pastores de Franca, pastor Cláudio Roberto Martins, da igreja Quadrangular, acredita que demoraram para autorizar o retorno das atividades. “Durante este tempo, vimos todos os demais segmentos sendo liberados, menos as igrejas.” Ainda assim, o pastor diz que todos vivem um momento de grande expectativa.
Apesar da expectativa, a volta não será da forma como ambos gostariam, tendo que seguir medidas de distanciamento e limitando a entrada. Conforme o decreto, será necessário distanciamento de dois metros entre cada um nas celebrações, além de serem proibidas atividades com público em pé. Cabe ainda a cada igreja ter um controle de acesso.
Na igreja católica, por exemplo, foram disponibilizadas senhas na secretaria de cada paróquia para que pudessem ser retiradas por aqueles que pretendem acompanhar a missa de domingo. “Nada como a presença dos fiéis. Mesmo que aos poucos, já que muitos ainda irão retornar com cuidados ou esperarão a vacina, principalmente os idosos e pessoas com comorbidades”, disse o bispo.
Já nas evangélicas, o pastor se limitou a dizer que a volta será “com toda responsabilidade e conscientização devida. Cumprindo todas as determinações do decreto”.
Internet foi canal de fé
Apesar de não poderem receber seus fiéis de forma presencial nos últimos três meses, praticamente, ambos os líderes afirmam que foi feito o possível para levar a mensagem até a casa de seus seguidores. Nas paróquias, segundo o bispo, as missas e eventos – Hallel, Jornada da Juventude e outros - foram celebrados por meio de transmissões online.
Além disso, visitas às igrejas foram feitas com horário marcado, a fim de atender confissões, desde que Franca progrediu para a fase laranja. “Não deixamos de evangelizar por causa dos limites da pandemia. Foi possível, dentro dos limites. Mas retornaremos aos poucos. Não é possível viver a fé somente assistindo, on-line”, afirmou Dom Paulo.
A concentração no meio virtual também foi a única forma para as igrejas evangélicas, conforme conta o pastor. “Procuramos dar assistência devida a cada membro, da única forma que nos estava permitido, ou seja, virtual”, finalizou.
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