A campanha eleitoral municipal começa para valer, em todo o país, no próximo domingo. É a partir de 27 de setembro que os candidatos poderão oficialmente se apresentar ao eleitorado, divulgar suas propostas e pedir votos. O período das convenções encerrou-se nesta última quarta-feira, prazo final para que os partidos políticos confirmassem seus indicados a prefeito, a vice e a vereador. Em Franca, oito candidatos – seis homens e duas mulheres – disputam a honra e a responsabilidade de ocupar pelos próximos quatro anos a principal cadeira da prefeitura municipal.
O desafio é imenso, agravado pela pandemia que, na terra das Três Colinas, segue fazendo vítimas em ritmo crescente. Os candidatos, além de se dedicarem a montar suas equipes para enfrentar uma disputa que é sempre dura, terão ainda que gastar tempo e energia para desenvolver estratégias que se adaptem ao momento de distanciamento social, com uso de máscara e álcool em gel. É uma campanha completamente diferente de qualquer outra, sem espaço para grandes caminhadas ou eventos que promovam aglomeração.
Obviamente, os candidatos terão também que deixar claro às pessoas como pretendem resolver problemas que se acumulam, há décadas, sem solução. Falta de vagas em creches; a espera de anos para a realização de cirurgias eletivas; o pequeno número de leitos de UTIs que atendem o SUS; a péssima qualidade da massa asfáltica, que multiplica exponencialmente o número de buracos em ruas e avenidas; o declínio da indústria calçadista e os inúmeros impactos econômicos e sociais que isso provoca na população; a qualidade do transporte coletivo; a burocracia incrustada em algumas áreas específicas da prefeitura, como a secretaria de Planejamento, que trava investimentos com os recorrentes atrasos na liberação de alvarás e autorizações para construções; a necessidade de revitalização de espaços públicos, como praças e centros esportivos, e a construção de melhorias em bairros são apenas alguns dos desafios.
Tudo isso – e o qualquer outra coisa que os candidatos venham a propor – esbarra num limitador draconiano: o baixo orçamento, que faz com que Franca praticamente não tenha recursos para investimento. Quase tudo que é arrecadado vai para o custeio (manutenção) da máquina pública, com os gastos com a folha de pagamento consumindo boa parte do dinheiro disponível. Tanto pior, os eleitores estão exaustos do clássico discurso político que dificilmente se transforma em resultados.
Para Gilson de Souza e Alexandre Ferreira, que já ocuparam o cargo, o grande desafio será convencer os eleitores de que farão desta vez mais e melhor do que já tiveram a oportunidade de fazer. Ironicamente, nenhum dos dois aceitou conversar com a reportagem do GCN sobre planos e ideias que pretendem desenvolver num eventual novo mandato.
Os outros seis candidatos, mais do que prometer, precisam mostrar que dão conta do recado, com projetos consistentes que sejam efetivamente possíveis de implementar.
João Rocha nunca escondeu o sonho de ser prefeito. Antes de viabilizar sua candidatura em 2020, foi vice de Maurício Sandoval há distantes 30 anos, fato que faz questão de relembrar com a máxima frequência. Mas, de lá para cá, o candidato não conseguiu estar em posições de destaque no serviço público. Disputou uma eleição para prefeito, sem conseguir ser eleito e, há quatro anos, também não conseguiu retornar ao paço municipal como vice na chapa de Flávia Lancha. Agora, mais uma vez na cabeça da chapa, espera que a força do bolsonarismo muito presente no PSL o ajude a ganhar o impulso a mais que precisa para vencer.
O vereador Adérmis Marini e a empresária Flávia Lancha são candidatos declarados há anos, ambos focados em ocupar o cargo máximo de Franca. Para o tucano, há um desafio adicional: superar a sombra de Sidnei Rocha dentro do próprio partido. Mesmo no dia da convenção que confirmou seu nome, ainda havia especulações se Sidnei Rocha não tiraria o vereador da disputa. Sua relação com o governador João Dória, sua atuação como deputado federal e suas ações como vereador também recheiam o cardápio das dificuldades que vai ser obrigado a enfrentar.
Flávia, por sua vez, nunca ocupou cargos eletivos. Sua passagem pela vida pública, depois de um resultado que garantiu um lugar de destaque na política de Franca, foi na secretaria de Desenvolvimento, onde ficou por dois anos, muito longe das dificuldades enfrentadas em pastas como Saúde ou Finanças. A missão de explicar ao eleitorado sua participação no governo Gilson de Souza será tão difícil quanto convencer que, mesmo sem experiência em cargos eletivos, é capaz de dar conta do recado.
Assim como Flávia, Orivaldo Donzeli - e seu vice, Alberto Donha -, participaram do governo Gilson de Souza – por mais tempo, e em posições mais próximas do gabinete. Donzelli terá o desafio de explicar porque saiu e, mais relevante, o que o motiva a entrar na disputa com o antigo chefe pela principal função executiva da prefeitura, especialmente após um vida dedicada ao assessoramento de outros governos – Franca ou nas cidades da região.
Para os novatos Marília Martins e Rafael Bruxelas, obstáculo ainda maior que a inexperiência será romper a resistência dos eleitores da cidade - que votaram em massa no direitista Bolsonaro há dois anos - com os partidos que mais representam a esquerda, casos do Psol e PT. Nenhum dos dois ainda ocupou cargos eletivos, mas estudam e trabalham há anos para estarem na disputa deste ano. Resta saber se conseguirão convencer os eleitores de que são capazes de, na prática, conduzir os destinos da cidade.
O momento chegou. No dia 27 de setembro, será dada a largada para que os candidatos saiam a campo em busca do voto. Ao final do dia 15 de novembro, quando acontece o primeiro turno, os oito candidatos deverão ser reduzidos a apenas dois, que voltarão a se enfrentar, no segundo turno, em 29 de novembro, quando o novo prefeito de Franca será conhecido.
Nesta semana, na quinta-feira, o GCN apresentará aos candidatos e seus representantes o projeto de cobertura eleitoral. Além das tradicionais sabatinas com transmissão ao vivo no portal e rádio e participação do público, serão realizados também dois debates no primeiro turno. Um, entre os candidatos a vice-prefeito, no dia 10 de outubro. O outro, no dia 12, última data permitida pela Justiça Eleitoral, reunindo os oito candidatos que pretendem governar Franca num evento que promete ser o último – e, talvez, decisivo – movimento das campanhas.
Confira abaixo o perfil dos candidatos a prefeito de Franca e quem serão seus companheiros de chapa.

Adérmis Marini (PSDB)
“Conheço Franca como a palma da minha mão”
O economista Adérmis Marini Júnior (PSDB), 51 anos, disputa pela primeira vez o cargo de prefeito de Franca. Vereador há três mandatos, ocupou em 2017, como suplente, uma cadeira de deputado federal por seis meses. Antes de conseguir ser vereador pela primeira vez, foi candidato a vice-prefeito pelo PMN, em 2004, na chapa encabeçada pelo petista Cassiano Pimentel. Acabaram perdendo a disputa para Sidnei Rocha (PSDB), que fez dupla com Ary Balieiro.
“Até hoje ouço críticas de ter estado com o PT naquele momento, mas não me arrependo. Embora não tenha dado certo, aprendi muito e tive a certeza de que, com mais espaço, poderia fazer muito por Franca”, contemporiza Adérmis.
Na disputa desse ano, Adérmis terá ao seu lado Agenor Gado (Podemos), candidato a vice. A coligação “Franca é a nossa bandeira” é composta pelo PSDB, Podemos e Cidadania. “Quero ser prefeito de Franca para levar a cidade ao lugar de destaque que ela merece. Quero continuar ajudando as pessoas a crescerem, a terem uma condição melhor de vida. Conheço Franca como a palma da minha mão e me sinto preparado e com competência para conduzir a nossa cidade.”

Alexandre Ferreira (MDB)
Uma história de conflitos a ser superada
Alexandre Augusto Ferreira (MDB), 52, disputa a Prefeitura de Franca pela segunda vez. Foi eleito em 2012, com apoio do então prefeito Sidnei Rocha, com 92.105 votos (57,98% dos válidos) no segundo turno, desbancando a então favorita, Delegada Graciela. Sua ascensão foi meteórica. Servidor de carreira pouco conhecido, ganhou visibilidade durante a gestão de Sidnei Rocha, ocupando simultaneamente duas secretárias – Saúde e Desenvolvimento Econômico. Elogiado pelo chefe, venceu com seu apoio as prévias do PSBD, desbancando a então secretária de Obras, Valéria Marson, e o todo-poderoso secretário de Finanças, Sebastião Ananias. Saiu da lanterna nas primeiras pesquisas eleitorais para a surpreendente vitória nas urnas.
Quatro anos depois, em 2016, foi impedido de disputar a reeleição. Desgastado por muitas denúncias que pesavam contra seu governo, foi atropelado por uma manobra da direção do PSDB e forçado a submeter seu nome a uma eleição interna. Nas prévias do partido, perdeu a disputa para seu ex-padrinho e protetor, Sidnei Rocha, escolhido o candidato. Sidnei teve 676 votos dos filiados francanos ao partido, contra 288 de Alexandre Ferreira.
Dois anos depois, em 2018, Alexandre anunciou que disputaria as eleições para deputado federal. Desta vez, longe do ninho tucano, escolheu o Solidariedade. Com 12.908 votos, o ex-prefeito acabou muito longe de uma cadeira em Brasília.
O mandato de Alexandre à frente da Prefeitura de Franca foi marcado pelo escândalo dos falsos médicos. Em 2014, o município contratou o ICV (Instituto Ciência e Vida) para gerenciar os dois prontos-socorros da cidade. A empresa foi acusada pelo Ministério Público de ter contratado pelo menos nove falsos médicos que atenderam milhares de pacientes, além de montar um esquema de manipulação de fichas de atendimento para turbinar os recebimentos por parte da Prefeitura. Havia “profissionais” que chegavam a embolsar mais de R$ 90 mil por mês, em valores da época. Ao todo, nos quinze meses em que o ICV funcionou na cidade, mais de R$ 22 milhões foram pagos pelos cofres públicos.
O escândalo dos falsos médicos não foi o único problema grave com o Ministério Público. Uma outra denúncia envolvia Alexandre Ferreira, nove pessoas e duas empresas, acusados de participar de um esquema de desvio de recursos públicos na construção de creches municipais.
Na atual disputa, Alexandre entra em campo filiado ao MDB e acompanhado pelo professor Éverton de Paula, do PRTB, seu candidato a vice. Deve centrar seu discurso no eleitorado conservador, simpático ao bolsonarismo e a seu estilo “firme’.
O candidato e sua assessoria não responderam aos insistentes e reiterados pedidos da reportagem para que apresentasse suas principais propostas de governo e para que enviasse comentários sobre sua expectativa para a disputa de outubro.

Flávia Lancha (PSD)
“O maior desafio de quem vencer as eleições será reconstruir Franca”
Flávia Olivito Lancha Alves de Oliveira (PSD), Flávia Lancha, empresária do ramo de café, tentará pela segunda vez conquistar a principal cadeira da Prefeitura de Franca. Na estreia, em 2016, defendendo as bandeiras do MDB, foi a surpresa da disputa. Terminou em terceiro lugar, com 28.600 votos. Flávia chegou a atuar no governo Gilson de Souza (DEM) por quase dois anos, no comando da Secretaria de Desenvolvimento. Deixou a pasta em novembro de 2018, após ser fritada pelo prefeito, aparentemente descontente com a visibilidade que suas ações alcançavam. Ao sair, evitou polemizar publicamente, mas a relação entre os dois azedou de vez. Nos últimos meses, adotou um tom bastante crítico em relação à gestão municipal.
Para a disputa deste ano, a empresária contará com o dirigente regional de Ensino, Marcos António Pereira do Amaral, o Diretor Marcos, também filiado ao PSD, como seu vice, na coligação “Juntos para cuidar de Franca”, que tem ainda o PSB do Doutor Ubiali.
Na avaliação da candidata, filha do médico José Lancha Filho, que governou a cidade na década de 70 e morreu recentemente, em julho de 2019, Franca ficou “abandonada” durante o atual governo. “O maior desafio de quem vencer as eleições será reconstruir Franca. A cidade está abandonada e inteiramente descuidada, com as pessoas perdendo seus empregos e sem esperança. Transformá-la em uma cidade exemplo de gestão, qualidade de serviços e cuidado com as pessoas é o maior objetivo. A baixa arrecadação também é um grande desafio.”

Gilson de Souza (DEM)
Buraqueira e promessas frustradas, os maiores problemas
Gilson de Souza (DEM), 64, o atual prefeito, é candidato à reeleição. Técnico contábil e bacharel em Direito, fez da política sua vida. Estreou nas eleições de 1982, quando foi eleito vereador aos 27 anos. Foi deputado estadual por três vezes (2003-2007, 2007-2011 e 2011-2015), mas nunca escondeu o sonho de comandar a cidade.
Após algumas tentativas fracassadas, Gilson acabou eleito prefeito em 2016, derrotando Sidnei Rocha no segundo turno com uma grande – e surpreendente - virada. No primeiro turno, recebeu 22% dos votos, enquanto seu adversário, quase 50%, deixando Sidnei Rocha muito próximo da vitória. No segundo turno, a situação mudou completamente. Gilson recebeu apoio de outros candidatos, como os derrotados Flávia Lancha e Doutor Ubiali, e acabou eleito com 90.817 votos, o que representou 56,33% do total.
Como prefeito, Gilson rompeu com o vice, Frank Pereira, logo no início do mandato, e enfrentou três pedidos de cassação na Câmara – um deles, que investiga o não pagamento das emendas impositivas, continua em andamento, apesar de suspenso por conta da pandemia.
Há muitas queixas da população quanto ao “estilo Gilson”, pouco afeito aos compromissos e sempre desorganizado. São notórios os casos de comissionados demitidos que só souberam da decisão pelo Diário Oficial. A dificuldade de transmitir à população o que pretende fazer, somada a um discurso sempre muito confuso, pioraram a avaliação.
A incapacidade de cumprir suas promessas de campanha, como a instalação de um Hospital das Clínicas, de um Hospital Veterinário e de implantar a tarifa de ônibus a R$ 1 nos finais de semana ajudaram a dinamitar seu prestígio. O foco na realização de festas populares, como grandes shows de Reveillon, a comemoração do Dia do Mineiro e o considerável investimento no Carnaval, entre outros, renderam reprovação de parcela significativa do eleitorado, apesar de ter conseguido pontos importantes com a melhora no atendimento do PS e das Unidades Básicas de Saúde.
Mas o maior problema do governo junto à opinião pública tem sido a buraqueira na cidade. As críticas à qualidade da pavimentação, piorada por períodos em que até a operação tapa-buracos foi suspensa, geraram um estado de permanente insatisfação, especialmente a partir da ocorrência de vários acidentes, alguns com vítimas, supostamente por causa da péssima qualidade do asfalto.
No início da pandemia do coronavírus, Gilson fez com que Franca fosse a primeira cidade do Estado a decretar quarentena. Mas, com o passar do tempo, o prefeito passou a autorizar, veladamente, o descumprimento das regras do Plano São Paulo, até que Franca se tornou uma das poucas regiões paulistas com a epidemia em crescimento quando todo o país experimenta movimento contrário. Os erros de Gilson levaram Franca a ser a cidade que por mais tempo ficou na fase Vermelha e Laranja e a última a avançar para a fase Amarela.
A tentativa de reeleição de Gilson de Souza tem o apoio do PP e do Republicanos, partido que indicou o candidato a vice na chapa, o advogado e ex-presidente da OAB, Marlon Rodrigues. O lema da campanha é “O Futuro é Agora”.
Assim como aconteceu com Alexandre Ferreira, o prefeito Gilson de Souza recusou-se a apontar para a reportagem quais suas principais propostas para Franca. Também não enviou, apesar dos pedidos insistentes e reiterados, nenhum comentário sobre como vê a disputa nem suas avaliações sobre a cidade.

João Rocha (PSL)
“Vamos bater lá em cima. Esse é o nosso momento”
Com a chamada “chapa pura”, João Rocha vai tentar pela segunda vez a Prefeitura de Franca. Candidato a prefeito pelo PSL, ele terá como vice Fábio Meirelles Neto, também integrante do mesmo partido. A coligação conta ainda com o PROS. Juntos, formam a chapa “Franca, Cidade Nossa”, que vai tentar angariar votos especialmente entre os eleitores fiéis ao presidente Jair Bolsonaro, eleito presidente da República pelo mesmo PSL.
Aos 63 anos, João Rocha aposta na experiência de já ter sido vice-prefeito e ter comandado várias secretárias na Prefeitura da cidade. De 1988 a 1992, foi vice-prefeito de Maurício Sandoval Ribeiro. Antes, em 1982, disputou a eleição para prefeito pela primeira vez, mas não se elegeu. Na disputa passada, João foi o candidato a vice de Flávia Lancha, mas ambos acabaram superados no primeiro turno por Sidnei Rocha e Gilson de Souza, que fizeram a disputa final do segundo turno.
Empresário do ramo da construção civil e natural de Passos (MG), João Rocha acredita que agora é a sua vez. “Vamos bater lá em cima. Esse é o nosso momento”, disse ele, que também é bacharel em direito e ex-professor de História.
Na carreira política, João Rocha também foi presidente da Emdef (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca).

Marília Martins (Psol)
“Pessoalmente estou 100% dedicada a dar voz às nossas causas.”
Marília Martins, 33 anos, é a candidata do Psol a prefeita de Franca nas eleições de 15 de novembro deste ano. Marília terá como candidato a vice-prefeito Tito Flávio, do PCB, após os dois partidos firmarem parceria semana passada para o pleito deste ano.
A convenção do PSOL foi realizada na última terça-feira, 15, com o lançamento da Frente Esquerda em Franca, em convenção online. O evento deu a largada inicial da coligação PSOL/PCB na corrida eleitoral municipal de 2020.
“Pessoalmente estou 100% dedicada a dar voz às nossas causas. Pretendo aumentar as Lives nas mídias sociais e canal aberto à construção do programa que é para todos nós”, ressalta Marília.
Francana de 33 anos, ela acredita na força da mulher nessas eleições. “Além de que sou recorte da população que nunca se viu representada, nunca tivemos prefeita mulher como se não fôssemos 52% dessa mesma população”, afirma.
Produtora cultural e comerciante, Marília é também ativista política e militante do Psol. Neste ano, faz sua estreia na disputa de um cargo eletivo.

Orivaldo Donzelli (PTB)
“Sabemos que, caso eleitos, enfrentaremos questões delicadas”
Concorrendo ao cargo de prefeito pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), o professor Orivaldo Donzelli, de 63 anos, é engenheiro de formação, mestre em administração, pós-graduado em contabilidade e está concluindo o doutorado em ciências.
De perfil discreto e contido, Donzelli já trabalhou em 23 Prefeituras da região, inclusive em Franca, nas administrações dos ex-prefeitos Ary Balieiro e Mauricio Sandoval. Participou do governo do atual prefeito, Gilson de Souza, onde foi secretário de Segurança e Cidadania e, posteriormente, Chefe de Gabinete.
Para o petebista, setores estratégicos da administração pública deverão receber atenção imediata. “Sabemos que, caso eleitos, enfrentaremos questões delicadas nos setores estratégicos da administração pública. É por isso que, em 2021, merecerão atenção imediata as questões ligadas à saúde, educação e geração de empregos, além do incentivo à economia local.”
Donzelli contará com o juiz aposentado Aberto Donha, de 65 anos, como seu companheiro de chapa. Donha também ocupou cargo no primeiro escalão do secretariado de Gilson. Era ele o responsável pela pasta de Administração e Recursos Humanos até meados do ano passado.

Rafael Bruxellas (PT)
“Teremos de montar uma agenda de governo que resgate a economia francana”
Candidato mais jovem nas eleições para prefeito deste ano, Rafael Bruxellas Parra, de 27 anos, é o nome escolhido do PT. Ele entra na disputa com a difícil missão de resgatar a relevância política do partido na cidade, que governou Franca entre 1997 e 2004, com Gilmar Dominici, e hoje tem dificuldades até para colocar alguém nas cadeiras da Câmara Municipal, onde não teve nenhum eleito no último pleito.
Desta vez, com a coligação “Frente Democrática Cidade-Comunidade”, em conjunto com PDT e PCdoB, a ideia é retornar ao poder. A aposta petista é o jovem educador físico que nunca ocupou qualquer cargo político e terá o professor Marinho Procópio, do PDT, como vice.
Bruxellas acredita que um dos maiores desafios, caso seja eleito, será atender a população desamparada em relação a emprego e renda, especialmente por conta do orçamento municipal reduzido. “Existem demandas reprimidas, principalmente na Saúde, por conta da pandemia. E a crise afetará ainda mais a arrecadação de Franca, que já é baixa. Ou seja, teremos de montar uma agenda de governo que resgate a economia francana sabendo da deficiência orçamentária do município.”
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