OPERAÇÃO TARTARUGA

Diretora técnica do pronto-socorro rebate secretário: 'Ele nunca esteve dentro do PS'

Por Heloísa Taveira | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Em plena pandemia, PS que é centro de referência do coronavírus virou alvo de polêmica
Em plena pandemia, PS que é centro de referência do coronavírus virou alvo de polêmica
Depois de o secretário de Saúde, José Conrado Netto, reconhecer nessa quinta-feira, 17, a possibilidade de existir uma espécie de greve entre os médicos prestadores de serviço do Pronto-socorro “Álvaro Azzuz”, em pleno período de pandemia, a diretora técnica PS, Cláudia Poubel, rebateu as acusações de que estaria por trás desse movimento. 
 
“Eu desconheço essa operação relatada pelo secretário. O que mais sinto é que nessa gestão toda que ele participou, ele nunca esteve dentro do PS”, disse a diretora. “Gostaria até que ele fosse me ajudar, ver as nossas necessidades e nossas angústias lá dentro, mas infelizmente ele nunca apareceu por lá.” 
 
Netto afirmou em entrevista ao programa A Hora é Essa!, da rádio Difusora, que as longas esperas por consultas pelos pacientes do pronto-socorro, que é Centro de Referência para Tratamento do Coronavírus, podem ter um motivo - e ilegítimo.
 
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Os médicos que atuam no PS Municipal não são servidores públicos, eles são contratados como pessoas jurídicas, através de empresas médicas. Desde o dia 10 de setembro, passou a valer um novo contrato que regulariza o valor recebido por plantão.
 
Segundo o secretário, antes disso, a diretora do PS, Cláudia Poubel, coordenou os médicos para a criação de uma associação, que propôs ao Ministério Público uma redução de salário menor. Ontem, ele disse acreditar que a diretora esteja envolvida na suposta "operação tartaruga" dos médicos, que estariam atendendo menos pacientes com a intenção de receber o valor retroativo ao contrato. 
 
Cláudia, no entanto, disse desconhecer qualquer ação dentro do pronto-socorro e rebateu as acusações do secretário de Saúde. 
 
Apesar de contestar a declaração de Netto, Cláudia não esclareceu sobre as especulações a respeito dos médicos atenderem quatro pacientes por hora. O secretário deixou claro que se comprovar que esse tipo de greve, mais conhecida como “operação-tartaruga”, realmente estiver sendo realizada, haverá rescisão do contrato dos médicos prestadores de serviço.

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