DIFICULDADE

Hemocentro vive situação crítica com baixo estoque e poucas doações

Por Higor Goulart | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Arquivo/Portal GCN

Com baixo estoque de bolsas e queda no índice de doações, a situação do Hemocentro de Franca está cada vez mais complicada. Os números, que em junho e julho apresentavam uma retomada, caíram no mês de agosto, que foi o pior mês do ano, com 808 doações, abaixo da meta de 1.250. E a história deve se repetir em setembro, que em sua primeira quinzena, beirou a casa de apenas 400.

Esses números fazem com que os funcionários tenham que correr atrás de doadores, para melhorar a situação, que é crítica. “Neste momento está ruim. As doações caíram bastante. O número de doadores despencou nas últimas semanas. Tenho postado que estamos em nível crítico, tentando fazer com que as pessoas apareçam para doar, mas não tem surtido efeito. Não tem melhorado muito, não”, contou a agente de captação Elaine Dias.

De acordo com Elaine, a queda é justificada pela pandemia, que trouxe diversos fatores negativos. “A gente atribui ao medo do doador de vir até nós e se contaminar, e outra coisa é que a economia está voltando ao normal. As pessoas estão atentas a sua própria vida, para colocar tudo em ordem e voltar a trabalhar. Então, são vários fatores que fizeram a população não ter isso como prioridade.”

O baixo número de doações afeta então o estoque de bolsas que, até essa quinta-feira, 17, eram apenas 267. A agente explica ainda que esse banco de bolsas é muito inconstante e ficou pior com o retorno das cirurgias eletivas, interrompidas durante os primeiros meses de pandemia. “Os hospitais estão começando a remarcar as cirurgias eletivas que foram interrompidas no período de pandemia. Então, a demanda aumentou um pouco. E, com esse aumento, ficamos numa situação complicada.”

Os tipos sanguíneos que mais são necessários, no caso O+ e O-, com 71 e 18 bolsas, respectivamente, estão bem abaixo do que é colocado como meta. “Os tipos sanguíneos mais importantes para nós, como o O+ precisaríamos estar com 30% acima disso e o O- 20% acima disso. Então, pelo menos o O+, que é o calcanhar de aquiles, e o O-, que é universal, teriam que estar acima do que estão, para termos um pouco mais de tranquilidade”, finalizou.

O Hemocentro que fica na avenida Hélio Palermo, 4.181, o telefone é (16) 3405-5000. 

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