A notícia de que pessoas teriam visto o garoto Wesley Alves Filho, 13, em Batatais nessa terça-feira, 15, movimentou a família do adolescente, que foi até aquela cidade para tentar encontrá-lo. Mas diferente das informações das testemunhas de Serrana, onde três pessoas cravaram que o garoto era Wesley, os relatos de duas pessoas de Batatais são frágeis e geram dúvidas da presença do menino por lá.
Depois de receber um telefonema de um homem dizendo ser morador de Batatais, irem até a cidade e realizar uma busca nessa terça-feira, o pai (Wesley Alves) e a mãe (Camila) do adolescente voltaram para Franca sem nenhuma resposta sobre o paradeiro do filho de 13 anos.
Wesley Alves disse que recebeu um telefonema de um homem dizendo que teria visto seu filho nas proximidades do terminal rodoviário da cidade, local chamado de Lago Artificial, no final da tarde. Segundo o relato do morador de Batatais, ele teria chamado o estudante pelo nome, que teria olhado para trás e saído correndo.
Já em Batatais, os pais do menino disseram que uma outra pessoa, sem citar o nome, também teria visto o garoto próximo a uma agência da Caixa Econômica Federal, no Centro da cidade. Depois de muita procura, os pais voltaram para Franca sem resposta do paradeiro do filho.
O GCN e rádio Difusora enviaram repórteres Kaique Castro e N. Fradique para Batatais na manhã desta quarta-feira, 16, para buscar informações do garoto e confirmar os relatos. Mas o homem de nome Eduardo, que teria informado à família de ter visto Wesley no dia anterior, não deu mais detalhes. “O garoto que vi era muito parecido. Chamei ele de Wesley, ele olhou para trás e saiu correndo”, disse, sem gravar entrevista. “Estou no trabalho e não vou falar”, concluiu o mecânico.
No dia anterior, a reportagem conseguiu confirmar a informação que o garoto Wesley esteve mesmo em Serrana no último dia 9, indo de van para Ribeirão Preto. O motorista da van, Silvio Luiz Ferreira, que faz o percurso Serrana/Ribeirão Preto, reafirmou que deu carona para o adolescente, o deixando próximo ao terminal rodoviário de Ribeirão Preto.
Outras duas pessoas também confirmaram ter visto e conversado com o menino antes de ele entrar na van, sendo o comerciante de nome Sérgio, de uma mercearia próximo ao terminal rodoviário, e o fiscal da cooperativa de vans, Jonathan Almeida. Todas as três pessoas cravaram ser Wesley, diferente dos relatos de Batatais, que deixaram dúvidas.
Golpe
A Polícia Civil de Franca, através da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), disse nesta quarta-feira que a família de Wesley recebeu um telefonema pedindo dinheiro em troca do garoto.
A ligação foi para o número da prima da família, Jacqueline Mello. Ela disse ter entrado em pânico no momento. “Eles conversaram um pouco e pediram R$ 20 mil para entregar o Wesley. Eles colocaram uma pessoa do outro lado se passando por meu primo. Apesar do susto, consegui me desvencilhar da conversa e fui até a delegacia”, disse Jaqueline.
Após apuração sobre o número da ligação, a polícia constatou que se tratava de um golpe já bastante conhecido e praticado por criminosos.
O delegado Eduardo Lopes Bonfim, que cuida do caso, informou que as investigações sobre o caso Wesley continuam.
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