Os funcionários dos Correios de Franca e de várias outras cidades da região se reuniram nesta terça-feira, 15, na praça Nossa Senhora da Conceição, em frente à concha acústica, para protestar contra a retirada de benefícios sociais do acordo coletivo da empresa.
Com a greve prestes a completar um mês, o que ocorre na próxima quinta-feira, 17, os trabalhadores ainda lutam para que direitos como o adicional de 30% de adicional de risco, vale-alimentação, licença-maternidade de 180 dias, auxílio-creche, indenização por morte e auxílio para filhos com necessidades especiais sejam reinseridos no contrato.
O funcionário da empresa e diretor sindical Jackson Vieira afirma que o trabalho dos entregadores foi, de certa forma, tratado com menos importância do que merecia. “Nós estamos parados e pretendemos intensificar ainda mais essa paralisação. Tínhamos um acordo com a empresa e ele não foi cumprido. O trato foi rompido na pandemia, momento em que nós mais precisávamos de uma base. Fora isso, nossa classe é um serviço essencial. Era para estarmos em atividade agora e sabemos o quão importante é esse nosso trabalho. Queremos voltar e fazer isso todos os dias, mas com os nossos direitos garantidos”.
Jackson também comentou sobre o julgamento do dissídio coletivo e reafirmou que ele e seus companheiros não estão buscando aumentos salariais. “A gente perdeu muita coisa importante quando alteraram o acordo coletivo. Foram vários auxílios e benefícios. Vale relembrar que só queremos a reinserção deles no acordo. Não estamos buscando reajustes salariais. Estamos ansiosos e otimistas para o julgamento”.
A decisão de julgar o dissídio coletivo da greve foi tomada pelo Tribunal Superior do Trabalho após várias reuniões entre ambas as partes serem encerradas sem uma resolução. O julgamento acontece na próxima segunda-feira, 21.
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