PÔQUER

Destaque do pôquer, francano deixa profissionalmente o jogo e mira novos planos

Por Pedro Baccelli | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Caíque Munhoz, em uma das partidas de pôquer
Caíque Munhoz, em uma das partidas de pôquer

Imagina o seu passatempo se transformar na sua principal fonte de renda, as jogatinas entre amigos substituídas por equipes profissionais em campeonatos de renome. É o caso de Caíque Munhoz, de 26 anos, que através do pôquer ganhou dinheiro e prestígio no mundo dos jogos on-line.

Caíque conheceu e aprendeu a jogar pôquer com familiares de um amigo, aos 13 anos. Após ficar um bom tempo sem contato direto com o jogo, o francano voltou a jogar em confraternizações. Em 2016, o jovem começou a participar do Pokerstars (site de apostas). A princípio, torneios grátis com baixa premiação, conhecidos como Free Roll. Com uma ascensão rápida, recebeu o convite para jogar na Cardroom, time com o qual assinou contrato.

Dividindo atenções com a faculdade de Direito, o francano treinava em média três dias por semana para se aperfeiçoar. O esforço rendeu resultados. Conhecido na internet como "caiquemnz", participou de grandes campeonatos e faturou prêmios, ganhando destaque em sites especializados, como Card Player Brasil.

"Recordo-me do dia em que de verdade ‘relaxei’. Encontrei uma pessoa a quem admirava muito, que há muito tempo não via e que me dirigiu as seguintes palavras: ‘Não acredito que o Caíque é seu filho, o menino é bom e tem muito futuro, super responsável dentro do jogo; sabe o que deve e não deve ser feito’. Penso que isso validou a ideia de que realmente estava dando tudo certo’’, afirmou a mãe de Caíque, Vanessa Munhoz, de 45 anos.

Porém, ao saber que seria pai, Caíque decidiu abandonar profissionalmente o jogo. "Era um sonho ser um jogador de pôquer - ainda é -, porém, a gente aprende com a maturidade que em qualquer área alternativa, tem coisas que não conseguimos suportar. Tenho muita vontade de retornar, mas é padrão: você se afasta desse meio e com o tempo vê outras perspectivas de vida", disse Caíque.

A instabilidade de ganhos foi outro fator crucial para o jovem deixar o ofício. "O pôquer proporciona algumas coisas na vida muito difíceis de conseguir, como ganhar muito dinheiro em curto prazo e liberdade de horário. Porém, em alguns momentos joguei torneios muito caros para tentar acertar uma bolada e conseguir ter uma estrutura para continuar como profissional."

Durante o tempo que foi jogador, o francano se formou em Direito e iniciou um curso preparatório para a prova da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). O caminho depois do pôquer já parecia certo, porém, devido à pandemia, os planos foram interrompidos. Atualmente, trabalhando com e-commerce, aguarda o fim da pandemia do coronavírus para realizar a prova. 

Embora profissionalmente longe do pôquer, Caíque indica o jogo como carreira, mas faz ressalvas. "Indico sim, indico com toda certeza! É lógico que seu treinamento vai ser motivado pelo interesse, disciplina, postura e pelo seu sonho, inclusive. Porém, a pessoa tem que estar ciente que precisa ter estrutura, não ter conta para pagar e que é impossível tirar um salário mensal no pôquer. Nem o melhor jogador do mundo consegue fazer isso", finalizou.

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