MISTÉRIO

A cinco dias da escolha oficial, Gilson faz mistério sobre vice

Por Heloísa Taveira | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Gilson: decisão na véspera do prazo limite para convenções partidárias
Gilson: decisão na véspera do prazo limite para convenções partidárias

Praticamente todos os pré-candidatos a prefeito de Franca já escolheram e anunciaram quem serão seus vices. Todos menos o atual, Gilson de Souza (DEM). Apesar de especulações, nenhum nome foi definido e o prefeito se nega até mesmo a tocar no assunto, mesmo tendo que confirmar alguém até a próxima quarta-feira, dia 16. 

Nos bastidores, as hipóteses são muitas. Uma das maiores apostas era no ex-secretário de Educação, Edgar Ajax. No entanto, para muitos, ele já foi descartado. O próprio ex-secretário já confirmou, na Live do GCN, que chegou a ser cotado, mas que preferia se engajar na luta por uma vaga na Câmara Municipal. Nomes como Cristiano Rodrigues, o Crico; Anderson Minamihara, secretário de Desenvolvimento Econômico, e Adriano Tosta, ex-secretário de Obras, também eram opções. Crico é carta fora do baralho. Filiado ao PRTB, que anunciou apoio a Alexandre Ferreira, indicando o vice, o professor Everton de Paula, Crico não tem condições formais de compor chapa com Gilson de Souza. Situação parecida é da Minamihara, que não se afastou da secretaria de Desenvolvimento Econônmico e também fica fora da disputa por conta dos prazos eleitorais.
 
Nas últimas horas, cresceram as especulações de que a vereadora Cristina Vitorino, do Republicanos, poderia ser a vice de Gilson. A proximidade do prefeito com a base evangélica, da qual Cristina faz parte, e o apoio do partido ao seu governo, seriam as principais credecniais de vereadora. Cristina nega. "Não. Também quero saber quem será o candidato a vice, mas não sou eu. Pelo menos, ninguém me falou nada", desconversa Cristina. A hipótese de que o presidente da legenda em Franca, Sérgio Granero, poderia ser o escolhido, também circulava com alguma força nos meios políticos, mas ele também não pode compor chapa com Gilson porque ocupa cargo comissionado junto à liderança do Republicanos na Câmara dos Deputados. "Não posso. Estou nomeado pelo presidente do nacional do partido, Marcos Pereira, e a legislação eleitoral não permite", diz Granero. "Sugeri ao prefeito alguns nomes, mas ele ainda não anunciou sua decisão", afirma.
 
Outras duas possibilidades seriam o líder do governo na Câmara, vereador Tony Hill, ou uma enfermeira que atuou na liinha de frente de combate ao coronavírus. "Agradeço a lembrança, mas não sou eu. Meu interesse é a Câmara de Vereadores", garantiu Tony. A possível enfermeira-candidata tem seu nome mantido em sigilo. Tudo que se sabe é que a indicação teria partido do PP. 
 
De concreto, ainda não existe nenhuma confirmação. Se Gilson já definiu seu companheiro de chapa, tem mantido a informação num círculo muito íntimo. Secretários, assessores e membros do primeiro escalão não tem ideia de quem poderá estar ao lado do prefeito na disputa pela reeleição. Oficialmente, nem mesmo a própria decisão de disputar um novo mandato foi confirmada por Gilson, que se recusa a conceder entrevistas para comentar o assunto.
 
Um novidade, pelo menos, surgiu nos últimos dias. O DEM, partido de Gilson, convocou sua convenção para terça-feira, dia 15, às 20h, véspera do prazo limite para a definição dos nomes que participarão da disputa em novembro. Até terça, Gilson terá que ter escolhido seu companheiro de chapa. Ou, então, desistir da disputa e anunciar quem apóia para sua sucessão.

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