Os pais do garoto Wesley Pires Alves Filho, desaparecido há 13 dias, concederam uma entrevista ao programa A Hora é Essa!, da rádio Difusora, nesta quinta-feira, 10. Para eles, a resposta sobre o sumiço do garoto está no que aconteceu após ele ter sido filmado por câmeras de segurança com uma bicicleta às margens da rodovia Ronan Rocha, entre Franca e Patrocínio Paulista, no final da tarde da sexta-feira, 28 de agosto.
“O mistério está ali perto do pesque-pague, naquele momento que ele aparece com a bicicleta, se ele pegou uma carona, ou alguém fez alguma coisa com ele para pegar a bicicleta”, disse. “Consegui uma imagem próxima ao local que mostra que ele realmente subiu em cima da bicicleta e seguiu pelas margens da rodovia”, diz o pai do estudante.
Wesley Alves e Camila permaneceram serenos ao longo da entrevista. Mas se emocionaram ao comentar a inexistência de imagens de câmeras de segurança da rodovia, administrava pela Arteris/ViaPaulista.
“As imagens eram uma das nossas grandes esperanças para encontrar nosso filho. Essa notícia da empresa não ter as imagens nos abateu mais ainda”, disse Camila, sentada ao lado do marido no estúdio.
Durante uma hora e meia de entrevista, os pais do adolescente responderam todos os questionamentos feitos pelo apresentador do programa, Corrêa Neves Júnior, e a equipe da emissora e do portal GCN.
Ao ser questionado sobre o comportamento do filho fora de casa, principalmente na escola, os pais revelaram que Wesley sempre tira notas boas e que ele sonha em prestar concurso para o Barro Branco (academia que formação de oficiais para a Polícia Militar do Estado de São Paulo).
“Ele fala que quer prestar a prova para o Barro Branco quando completar 17 anos. Ele pesquisou isso na internet pelo celular. Ele sonha em ser tenente. Ele vai conseguir porque só tira notas boas na escola”, disse o pai. A mãe completou: “Eu vou em reuniões na escola só para assinar (os documentos). Os professores sempre o elogiam. Ele só tira notas máximas.”
Wesley, pai do garoto, afirmou que vem realizando buscas desde o dia 28 de agosto, data do sumiço do filho, percorrendo várias cidades vizinhas e de Minas Gerais, próximas a Franca. “Já fomos em Patrocínio Paulista, Itirapuã, Capetinga, Passos, Itaú de Minas, Ibiraci, cidades no sentido da direção que ele tomou. Fomos em chácaras, condomínios no meio do mato, barracão abandonado, cachoeira. Fiz busca em matas fechadas, com a ajuda de muita gente até cachorro farejador”, disse.
O pai do estudante reafirma que uma pista que pode ajudar a polícia a encontrar o filho, estaria no trecho da rodovia, onde o garoto é visto pela última vez com uma bicicleta.
“Não estou culpando o dono da bicicleta, não culpo ninguém. Eu fui no local onde a bicicleta foi furtada, conversei com alguns rapazes e eles me disseram ‘se a gente tivesse feito alguma coisa com ele, teríamos dado uns tapas nele e depois te entregado, para aprender a não pegar as coisas que não é dele’. Só que eles foram atrás da bicicleta e não acharam nada”.
O pai ressalta que precisa de mais pistas em relação à bicicleta, mesmo se vier de denúncias anônimas. “Em momento nenhum a gente acusa eles, porque realmente, se o Wesley fez isso, ele roubou deles e também tem culpa. Só que uma criança de 13 anos, que não tem envolvimento nenhum com nenhum tipo de coisa errada, se dessem um tapa nele, ele choraria e já pediria para voltar para casa”, disse o Wesley.
“À noite, quando eu fico em casa pensando, peço a Deus para me mandar um sonho pra eu poder ir em direção a ele”, completou.
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