O abandono de um prédio onde funcionava uma fábrica no Cidade Nova tem incomodado os moradores do bairro. O espaço, que fica em frente à praça das Bandeiras e foi desativado no início da pandemia, se tornou um abrigo para vários moradores de rua que, segundo vizinhos, passam grande parte do dia na praça e geram muita sujeira.
Marcela Moreira, moradora do bairro, diz que entende a gravidade da situação, mas pede uma ação mais efetiva por parte da Prefeitura. “Nós sabemos como é difícil e vemos a vulnerabilidade à qual essas pessoas estão expostas. Porém, nós estamos bem assustados. O local era muito tranquilo e vários idosos sempre se reuniam ali para jogar truco e conversar, o que não é mais possível. O bairro todo fica com medo das abordagens dessas pessoas. Seja para pedir dinheiro ou qualquer outra coisa. Já presenciamos várias brigas feias entre eles e tráfico de drogas.”
A moradora também cita a questão da Covid-19 e afirma que a população da região, predominantemente, pertencente a grupos de risco. “Grande parte das pessoas que moram aqui é idosa, e a praça se tornou um potencial foco da doença. São aproximadamente 20 moradores de rua que estão todos os dias tomando banho, lavando suas roupas e cozinhando sem nenhuma proteção. Já fizemos até um abaixo-assinado e o poder público segue sem fazer nada.”
Contatada sobre a situação, a secretária de Ação Social, Eliete Neves, afirmou que a responsabilidade do local não é da Prefeitura. “O terreno onde se encontra a fábrica é particular. Com isso, nós não podemos intervir exatamente ali. A ação precisa ser feita ou solicitada pelo dono. Já quando eles estão na praça, nós fazemos o processo de limpeza e suporte, como tem sido feito frequentemente.”
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