Se a atualização do Plano São Paulo fosse realizada com os dados desta terça-feira, 1º, Franca e região estariam de volta à fase Vermelha. Isso porque a taxa de ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) destinados a pacientes da Covid-19 atingiu a marca de 82,7%.
A lotação das vagas de UTI na região ultrapassou o limite do “vermelho” no mesmo dia em que seis novos leitos foram abertos em Franca e 10 em Igarapava. Eles, porém, ainda não fazem parte dos dados contabilizados pelo Estado.
Segundo o boletim estadual, o DRS-VIII (Departamento Regional de Saúde da Região) de Franca tem nesta terça-feira 13 leitos por 100 mil habitantes, abaixo dos 13,1 observados na segunda-feira.
A diferença se dá porque o Plano SP considera a média móvel do número de leitos e de pacientes internados, e não o número absoluto de cada dia. Com o anúncio da atualização de fases na próxima sexta-feira, 4, será considerada a média observada entre os dias 28 de agosto e 3 de setembro. Desta forma, o reforço no número de leitos terá impacto sobre menos da metade da média, ou seja, sobre dois dos sete dias.
Para se manter na fase Laranja, a taxa de ocupação de leitos deve ficar abaixo de 82,5%, considerando a margem de segurança de 2,5%, em caso de mudança de fases.
São apenas dois dias para os novos leitos influenciarem na média, em um momento que todos os índices considerados pelo plano de flexibilização da quarentena só pioram na região de Franca.
As novas internações cresceram 19,5% nos últimos sete dias em relação aos sete dias anteriores. Os novos casos subiram 4,3% na mesma comparação. Já os óbitos apresentaram uma explosão hoje, com um crescimento semanal de 82,4% nos 22 municípios do DRS-VIII.
Os cálculos
O Plano SP considera dois critérios para determinar a fase em que cada região do Estado é classificada.
O primeiro é Capacidade Hospitalar, com os itens Taxa de Ocupação de Leitos de UTI Covid e Número de Leitos de UTI Covid por 100 mil habitantes. Se a atualização fosse hoje, nesses itens, a região de Franca teria notas 1 e 4, respectivamente. Mas como o primeiro tem peso 4, a nota final seria 1, o que determina o recuo à fase Vermelha.
O segundo critério é a Evolução da Pandemia, que mede a variação de casos, internações e óbitos. Neles, a região de Franca teria notas 3, 2 e 2. Neste critério, a nota final seria 2, que classifica na fase Laranja.
Para fins de classificação, é considerada a pior nota. Assim, valeria a nota 1 da Capacidade Hospitalar e a região retrocederia à fase Vermelha.
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