LUTO

Vítima de Covid, morre aos 87 anos Riad Aoude


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Riad e o filho Michel Aoude
Riad e o filho Michel Aoude

Morreu neste domingo, 30, aos 87 anos, Riad Mikhail Aoude. Infectado pelo novo coronavírus, estava internado há 14 dias no Hospital São Joaquim/Unimed. Ele é a 76ª vítima da Covid-19 em Franca.

“Com muita luta e o comércio nas veias, começou a vida como caixeiro viajante, na região de Franca e Minas Gerais, fez grandes amizades”, conta a nora Renata Aoude, mulher de Michel, o filho mais velho de Riad.

Natural do Líbano, ele chegou a Franca há 60 anos, onde conheceu e se casou com Chafica Hanoche Aoude, de quem era viúvo. Do matrimônio de quase 50 anos, nasceram quatro filhos - Michel, Carlos, Laila e Jorge. Riad deixa também sete netos e dois bisnetos, todos moradores de Franca.

“Amava o Brasil que o acolheu, tinha o maior orgulho de ter sido agraciado com o título de cidadão francano, foi presidente do Clube Monte Líbano”, lembra a nora.

Riad fazia hemodiálise há três anos e, no último dia 17, segundo Renata, apresentou febre. Da clínica de hemodiálise, foi direto para o Hospital São Joaquim, onde testou positivo para Covid-19.

O enterro do libanês-francano será na manhã desta segunda-feira, 31, no Cemitério da Saudade. O corpo sairá do hospital para o cemitério, seguido por um cortejo de carros. O enterro poderá ser acompanhado por apenas oito pessoas da família.

O empresário Michel Aoude publicou uma homenagem ao pai, nas redes sociais:

“Hoje, após muita luta, meu pai se foi

Foi-se de uma forma triste, já debilitado por depender de hemodiálise há 3 anos, infelizmente contraiu COVID, lutou muito nos últimos 14 dias, mas não conseguiu vencer...

Me apego ao exemplo que ele deixa, do pai amoroso que tivemos, de trabalho incansável para proporcionar uma vida melhor para a família, dos amigos que conquistou e manteve durante a vida toda

Me apego ao apoio que recebemos nesses últimos difíceis dias, da família Hannouche, da sua querida Chafica, que ele considerava como sua, dos seus amigos, dos nossos amigos, das ligações de seus irmãos e sobrinhos, do Líbano, dos Estados Unidos, da Austrália e Nova Zelândia, ah, como ele considerava e preocupava-se com sua família espalhada pelo mundo

Me apego ao quanto ele foi bem cuidado no Hospital, quanta humanidade desses profissionais que têm que ser o elo desses pacientes em situação tão difícil sem ter a família por perto, lutando contra esse vírus tão poderoso

Sem mais palavras...Obrigado por tudo papai!”

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