As vacinas são, historicamente, o meio mais efetivo e seguro para combater e erradicar doenças contagiosas. Talvez, a maior prova que já tivemos relacionada a isso, pelo menos neste século, é a corrida contra o tempo que estamos vivendo em busca da vacina contra o novo coronavirus (Covid-19) que, só no Brasil, já matou mais de 100 mil pessoas em menos de 6 meses.
Só para se ter uma ideia, vacinas são feitas com microrganismos mortos ou inativos, ou substâncias purificadas derivadas desses microrganismos. Existem vários tipos de vacinas em uso atualmente e cada uma representa uma estratégia diferente para reduzir o risco de doenças, enquanto induz uma resposta imune benéfica para o organismo vacinado.
De acordo com o Dr. Hélio A. Franchini, médico pediatra da Unimed Franca, as vacinas são instrumentos poderosos para prevenir doenças, mas infelizmente, ainda não há a quantidade necessária para atender todos os males existentes. “Há pouco tempo a Organização das Nações Unidas (OMS) fez uma avaliação para justificar a sobrevida tão longa dos seres humanos e descobriu que os principais motivos são a vacinação e os antibióticos, mas ainda não atingimos o melhor resultado no mundo”.
Porém, é importante mencionar que O Brasil está entre os países com maiores índices de cobertura de vacinas, com 99,7% da população imunizada, de acordo com dados são do Instituto de Métricas e Avaliação de Saúde (IHME) da Universidade de Washington, nos EUA. “É importante mencionar que o Brasil é um dos países que fornece gratuitamente o maior número de vacinas. No nosso país, vacinação não é uma escolha, é uma exigência legal. Mas, independentemente disso, é importante que as pessoas estejam convencidas de que se vacinar é um benefício próprio que beneficia todos”, comenta o médico.
Quem não conhece o Zé Gotinha, aquele personagem famoso nas campanhas de vacinação? Pois é, ele foi criado especificamente para chamar a atenção sobre a vacinação contra a Poliomielite, também conhecida como pólio e paralisia infantil, que no início de 1900, fez grande parte do mundo ter milhares de crianças e adultos paralíticos. Desenvolvida na década de 1950, a vacina contra a pólio reduziu o número global de casos da doença por ano de centenas de milhares para menos de mil. No Brasil, o último caso foi registrado em 1989.
Franchini lembra que, atualmente, estamos vivendo um problema grave com o Sarampo, uma doença extinta e que hoje, no Estado de São Paulo, voltou a ser um problema. “Infelizmente já tivemos algumas mortes nos últimos tempos. O Sarampo é uma doença que tem vacina e que poderia ser completamente evitada”, lembra.
Segundo dados da OMS, o avanço do sarampo é um fenômeno global, e nos últimos dois anos houve um aumento de 300% nos casos, comparados ao mesmo período em 2018. O Brasil está na lista dos países mais afetados.
Para o Dr. Homero Antônio Rosa Junior, médico pediatra da Unimed Franca, o Sarampo é uma doença que imaginava-se estar sob controle, pelo menos no continente Americano. “O fato é que, desde o ano passado, começamos a ter casos no Norte do Brasil e hoje voltou a ser uma preocupação crescente em todo o país, com vários casos, inclusive em Franca. E a preocupação é que temos, cerca de, 40 milhões de brasileiros não imunizados”, destaca.
Dr. Homero lembra ainda que o vírus do Sarampo é uma infecção viral grave para as crianças, mas de fácil prevenção por meio de vacina. “Uma pessoa com Sarampo pode ter manifestações clínicas intensas que requerem hospitalização. As complicações mais comuns são otite, pneumonia, diarreia, encefalite e problemas neurológicos”. A doença evolui de forma rápida e pode ter complicações graves, principalmente entre os pequenos. E pode levar à morte.
As vacinas conseguiram erradicar a varíola e controlar diversas outras doenças, como coqueluche, rubéola, tétano e difteria, por exemplo. Mas a vacinação não se resume a evitar doenças. Ela salva vidas.
O que a vacina faz é gerar imunidade, com os mesmos antígenos que causam a doença, mas enfraquecidos ou mortos. A vacina ensina e estimula o sistema imunológico a produzir os anticorpos que levam à imunidade
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