O setor de homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) está perto de esclarecer o crime que terminou com a morte de Alzemir Oto, de 50 anos, no último dia 7 de agosto, na rua Ivete Vitoriano de Paula Garcia, no Jardim Aeroporto III, zona sul da cidade. Os investigadores acreditam que o pai de Alzemir, um homem de 75 anos, cometeu o crime em um dos fins de semana mais sangrentos do ano em Franca.
Para o delegado Eduardo Lopes, a história contada pelo pai no dia do crime, que o filho havia chegado ferido e caído no corredor da residência, não é verdadeira. As investigações apontam que em nenhum momento Alzemir saiu de sua residência.
“Na investigação ficou claro que o filho dele não chegou correndo sangrando em casa, muito pelo contrário, ele estava no interior da residência discutindo com o pai. Essa história que ele conta que o filho chega ferido é fantasiosa, acredito naquele momento para encobrir o crime que tinha cometido”, disse o delegado.
Ainda segundo Eduardo Lopes, uma testemunha chave informou que o portão da residência estava fechada durante o crime, o que coloca o pai como a única pessoa que estava dentro da casa.
“O portão só se abre com a chave, porque não tem maçaneta e só estavam os dois no imóvel. Por volta do meio-dia houve uma discussão entre eles. A Polícia Militar só foi acionada por volta das 15 horas, então isso demonstra o envolvimento dele no crime. Uma faca foi apreendida em cima de uma pia, já limpa, assim como chão onde a vítima foi encontrada. Todas as provas apontam que o pai que cometeu esse homicídio”, finalizou o responsável pela especializada.
O idoso foi ouvido na sede da DIG nesta quarta-feira, 19, e negou o crime. Ele alegou aos investigadores que não se lembra o que aconteceu no dia do crime. Agora ele deverá responder pelo crime de homicídio simples, em liberdade.
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