Como em todo país, os funcionários dos Correios de Franca também adotaram a greve e grande parte estão parados desde a última terça-feira, 18. Segundo o diretor sindical dos correios, Rogério Rezende Corona, na área operacional 98% estão parados. O motivo da greve seria um acordo coletivo que a empresa deseja renegociar.
O acordo foi aprovado pelo Tribunal Superior do Trabalho em outubro do ano passado e garantia uma série de direitos aos funcionários. Rogério explica que durante a data base de julho, a empresa recorreu ao STF para renegociar o tratado.
“Nós não queremos negociar, porque temos uma decisão do TST, porém a empresa com a sua truculência está tentando negociar. Então nós queremos apenas que se mantenha o que nós tínhamos. Porque a empresa em sua proposta está retirando valores e concessões que foram dadas para nós”, conta o diretor.
Dentre os benefícios que os correios tentam revogar estão pagamento de 30% de adicional de risco, vale-alimentação, licença-maternidade de 180 dias, auxílio-creche, indenização por morte e auxílio para filhos com necessidades especiais.
“Não queremos aumento salarial, só queremos que se mantenha por dois anos o nosso acordo coletivo, que foi firmado em outubro de 2019. Estamos aguardando a decisão do STF, que até amanhã terão um veredito. Porém com essa retirada de benefícios, que ataca diretamente o trabalhador, nós resolvemos parar”, finalizou.
Entregas
Para que os consumidores não sejam afetados, o Mercado Livre, um dos principais sites de vendas no país, afirma que por contar com parceiros logísticos, as entregas podem ser realizadas normalmente e conforme o prazo. “A greve afetará somente os produtos que têm entregas feitas via Correios, com possíveis alterações de prazos, que estão sendo informadas aos vendedores e compradores”.
Para aqueles que se sentirem prejudicados com atrasos ou pela empresa contratada, de acordo com o Procon, o consumidor deve registrar reclamações no Procon e procurar a empresa em questão, que deve oferecer outra forma de entrega.
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