Toda vez que tem check-up, lá está o tal “Colesterol” no meio da lista de exames de sangue solicitados pelo médico. Mas, afinal, você sabe realmente o que significa essa palavra e o que quer dizer quando seus resultados estão alterados?
O Colesterol é um tipo de gordura presente no organismo que funciona como um componente estrutural das membranas celulares do corpo humano, presentes no coração, cérebro, fígado, intestinos, músculos, nervos e pele. É dessa gordura que são produzidos hormônios muito importantes, entre eles a testosterona (o hormônio sexual masculino), o estrógeno e o cortisol.
Em primeiro lugar, precisamos entender que existem três tipos de Colesterol: o LDL (Low-density lipropotein), o HDL (High-density lipropotein) e o VLDL (Very low-density lipropotein). É claro que você já ouviu falar também no Colesterol Total, que nada mais é que a soma dos níveis sanguíneos de DLD, HDL e VLDL.
O Colesterol LDL é conhecido como “colesterol ruim”, pois pode se acumular nas artérias elevando a formação de placas que dificultam o fluxo sanguíneo, causando infartos e acidentes vasculares cerebrais. Já o HDL, chamado de “colesterol bom”, age como um limpador de caminhos, evitando problemas sérios como os citamos anteriormente. Por fim, o VLDL não é muito diferente do LDL e também pode ser considerado um “colesterol ruim”, mas ele tem a importante missão de carregar os triglicérides – outra gordura famosa.
De acordo com o médico endocrinologista da Unimed Franca, Dr. Júlio Cesar Batista Lucas, cuidar do Colesterol é essencial para uma vida saudável. “A formação de colesterol dependerá muito da genética, mas o estilo de vida, a prática de atividade física e uma dieta balanceada fazem toda a diferença. Os alimentos ingeridos são de extrema importância, pois 30% do colesterol dependerá da dieta, daí sua importância para o controle dos níveis de LDL e HDL”, comenta.
O alto nível de colesterol pode não causar nenhum sintoma. “A doença é silenciosa e a única forma de identificar é com exames de sangue. Por isso, o melhor caminho é fazer visitas regulares ao médico e se prevenir”, lembra Dr. Júlio. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) recomenda realizar exames preventivos a partir dos 20 anos, com intervalo de 5 anos para quem não tem fatores de risco; e avaliação com profissional desde a infância, para quem tem histórico de hipercolesterolemia – alta taxa de Colesterol no sangue – na família. Claro que há outros fatores de risco, como obesidade, diabetes, hipertensão, tabagismo, sedentarismo e estresse.
É importante lembrar que a visita ao médico na infância é tão importante quanto na vida adulta. Sim, crianças também podem ser vítimas do Colesterol e os motivos para isso podem ser diversos. Alguns dos fatores podem estar relacionados, por exemplo, à alimentação ou hereditariedade. “A principal preocupação em relação ao colesterol alto na infância são os riscos para a vida adulta, pois é grande a probabilidade de o problema persistir ao longo dos anos. A elevação do nível de gorduras no sangue pode gerar a formação de placas de gordura na parede das artérias e, na vida adulta, resultar em problemas graves como hipertensão arterial, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC)”, explica o médico da Unimed Franca.
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