A estrutura onde funcionava a antiga estação ferroviária da Mogiana, localizada no bairro Estação, não é utilizada desde a sua desativação. O prédio, tombado como patrimônio histórico da cidade, até passou por alguns processos de revitalização em anos anteriores, mas nada muito efetivo.
No início de 2017, quando Gilson de Souza (DEM) exercia pelo primeiro ano o cargo de prefeito da cidade, um projeto de reforma foi executado no local. À época, Gilson revelou intenções de instalar uma segunda sede da prefeitura ali, algo que não aconteceu.
Por conta da grande quantidade de espaço oferecida, a população sugeria ainda que um mercadão ou um centro cultural fosse aberto no prédio. Porém, nenhuma sugestão foi acatada.
Problema recorrente
O fator que mais incomoda os lojistas e pessoas que passam em frente à antiga estação é a presença dos moradores de rua e usuários de droga. Dentre outros problemas, eles acabam fazendo suas necessidades em locais próximos dali, criando “banheiros a céu aberto”.
De acordo com um comerciante, em entrevista à rádio Difusora, e trabalha em um estabelecimento vizinho ao prédio da Mogiana, os moradores de rua acabam espantando parte da clientela. “A situação aqui na Estação é bem complicada. Por conta do abandono, existem muitos mendigos e usuários de droga que utilizam a estrutura. Isso acaba atrapalhando nossas atividades, pois as pessoas ficam com medo de passar por aqui”.
Questionando sobre a situação da antiga estação, o secretário de Serviços e Meio Ambiente, Sérgio Dorigan, afirmou que está preparando um projeto de reforma para o local. No entanto, ele diz que os moradores de rua precisam ser retirados para o feitio do trabalho.
Problema antigo e complexo, a presença destes moradores não é algo fácil de se resolver. A secretária de Ação Social, Eliete Neves, contou que sua equipe já convidou a população daquele espaço a se retirar e participar dos projetos de pernoite. Eliete afirma que eles não podem ser removidos à força.
Apesar dos colchões, cobertores, objetos pessoais e sujeira esparramadas na antiga estação, ninguém invadiu o interior do prédio, que segue fechado com correntes e cadeados.
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