O motorista que se envolveu no acidente que terminou com a morte do jovem Túlio Siqueira dos Santos, de 22 anos, se apresentou, junto com seu advogado, na sede da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) na tarde desta segunda-feira, 3. Túlio morreu na madrugada do dia 23 de julho, logo depois de chegar a um posto de combustíveis ferido e pedindo socorro.
O servidor público de 30 anos, que mora em Restinga, se apresentou de maneira espontânea aos policiais civis e confessou que atropelou o rapaz na madrugada do dia 23 de julho, na rodovia Cândido Portinari, próximo a alça de acesso da avenida Paulo VI.
Segundo o advogado André Luís Evangelista, o motorista não percebeu que tinha acontecido o atropelamento e que chegou a parar para prestar socorro, mas antes que pudesse ajudar, Tulio entrou em seu veículo e seguiu sentido Galo Branco.
"Ele seguia na pista da rodovia Cândido Portinari, quando, em alta velocidade, avistou o Voyage estacionado de forma irregular na pista. Ele tentou desviar, mas acabou atingindo a lateral do veículo. Com o impacto, o carro dele ficou muito danificado. Ele estacionou o Gol poucos metros à frente e voltou para conversar com o jovem, mas antes que pudessem ter contato, ele entrou no veículo e saiu do local”, explicou o advogado André Evangelista.
Ainda segundo o advogado, logo após o acidente o servidor ficou na pista até a chegada de um guincho, que realizou a remoção do seu veículo Gol.
O advogado ainda afirmou que seu cliente só soube da gravidade do acidente após ver a notícia na imprensa.
O delegado Eduardo Lopes Bonfim informou que agora o servidor deverá responder por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) em liberdade. "Ele pensou que o acidente não havia sido tão grave. Agora vamos ouvir mais algumas testemunhas para saber exatamente o que aconteceu", finalizou o delegado.
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