A família de Túlio Siqueira dos Santos, de apenas 22 anos, ainda busca explicações sobre a morte do filho. O jovem apareceu num posto de combustíveis em seu veículo na madrugada do dia 23 de julho, com várias lesões nos membros inferiores, superiores e abdômen. Contou, aos frentistas que o socorreraram, que havia se envolvido em um acidente de trânsito.
Sem entender o que pode ter acontecido com o filho, Benedito Aparecida Sousa Santos, 47, percorreu várias ruas da cidade vasculhando câmeras de segurança, refazendo os possíveis passos do filho até o suposto acidente, que para ele, aconteceu na rodovia Cândido Portinari, próximo da base da Arteris Via Paulista.
“Eu refiz todo o possível trajeto que ele fez. O que eu pude fazer eu fiz. Encontrei as peças do carro, a butina que ele usava e entreguei para a polícia. Meu filho era uma pessoa do bem, trabalhador. Estava conquistando suas coisinhas agora. Está sendo muito difícil, a perda de um filho não é fácil, ainda mais um jovem de 22 anos. Eu preciso saber o que aconteceu, preciso de justiça", afirmou emocionado o pai de Túlio.
O carro estava apenas com o retrovisor quebrado e alguns pequeno amassados no pára-choque e porta, mas o jovem apresentava várias lesões por todo o corpo e marcas de sujeira. O calçado estava no acostamento. Para Benedito, seu filho deve ter saído do carro, por razões que ele ignora, e neste momento, acredita que tenha ocorrido o acidente. “Não foi dentro do carro, isso eu tenho certeza! Se fosse dentro, o carro estaria todo arrebentado. Meu filho tinha lesão nas pernas, braços costas, cabeça. Ele estava muito machucado”.
Segundo o boletim de ocorrência, Túlio chegou ao posto de combustíveis Galo Branco na madrugada e começou a bater na lataria do seu veículo Voyage. Quando um funcionário se aproximou, Túlio informou ao frentista que havia se envolvido em um acidente de trânsito. Com lesões pelo corpo, o jovem chegou a ser levado para a Santa Casa, mas não resistiu.
Benedito se lembra muito bem como foram os últimos momentos com o filho, que apesar de já morar sozinho, era presente na casa dos pais. “Na madrugada do acidente, ele veio aqui em casa e pediu emprestado R$ 50 para comprar uma bicicleta. Eu emprestei, ele me deu um abraço e saiu. Voltou aqui em casa, deixou a bicicleta, me deu abraço, pediu benção e foi embora. Depois disso a Santa Casa me ligou e deu a notícia. ”
Isabel Cristina Siqueira, mãe de Túlio, clama por justiça. Ela acredita que a pessoa que se envolveu no acidente podia ter salvado a vida do filho. ”Meu filho conseguiu dirigir até o Galo Branco. Se tivessem prestado socorro, o Túlio estaria vivo hoje. Não é porque somos pobres que tem de ficar assim. Eu quero justiça. Meu filho era uma pessoa boa, não merecia isso. Arrancou um pedaço da minha vida, que agora não tem mais sentido’’.
Após o acidente a equipe de investigação da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca prontamente iniciou as investigações. O caso segue sendo analisado pela equipe de homicídios.
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