O diretor da Vigilância Sanitária de Franca, Felipe Granzotti, disse nesta quinta-feira que o protocolo de contabilização dos casos confirmados de coronavírus na cidade, assim como o registro dos óbitos por conta da doença, é seguido a risca. Segundo ele, as confirmações são feitas a partir dos resultados enviados diretamente pelos laboratórios ou por declarações de óbito assinadas pelos médicos que prestaram atendimento aos pacientes. Nenhuma confirmação de novo caso ou de óbita é feita sem exame de laboratório que confirme a condição de "positivo para covid-19".
Granzotti detalhou o processo de contabilização dos casos, situação que gerado especulações de parcela da população. “Somos nós que lançamos os boletins. Isso é feito com muito cuidado, pois não pode haver erro. Um caso só é contabilizado como positivo quando temos o resultado do exame em mãos. Nossa equipe trabalha em conjunto com os hospitais. Eles nos fornecem a ficha de cada paciente”.
Quanto há morte, o diretor explica que a responsabilidadeé do médico que assina a declaração de óbito do paciente. “Quando alguém está internado com suspeita de Covid-19 e realiza um teste, o resultado demora cerca de dois ou três dias para chegar. Caso essa pessoa morra nesse meio-tempo, a declaração de óbito chega como ‘suspeita de infecção por Covid-19’. Diferente do que alguns pensam, o caso suspeito não entra para o número de mortes. A pessoa somente é contabilizada quando o exame chega com um resultado positivo, dias depois. O resultado desse diagnóstico não é de responsabilidade da Vigilância, e sim do médico que acompanhou o paciente”, afirma.
Situação da cidade
Nos últimos dias, Franca vem batendo recordes negativos com relação à pandemia. Nesta quinta-feira, a cidade registrou 68 novos casos de Covid-19, alcançando os 1.268 para a doenças. Os óbitos subiram a 34 com uma morte computada na manhã desta sexta-feira.
Nos últimos trinta dias, o número de mortes por infecção do novo coronavírus cresceu 300% apenas na cidade de Franca.
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