ENCONTRO COM FÁTIMA

Professora da Adalgisa Gualtiéri vence prêmio Educador Nota 10


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A professora Rita Mozetti
A professora Rita Mozetti
Imagine ter seu nome anunciado em rede nacional ao vencer o principal prêmio de educação do país, o ‘Prêmio Educador Nota 10’. Um prazer para poucos. No caso, dez pessoas. E uma delas é a professora de língua portuguesa Rita Mozetti Silva, da Escola Estadual Adalgisa de São José Gualtiéri, em Franca. A francana teve seu nome mencionado no Encontro com Fátima Bernardes’, da rede Globo, no último dia 20, ao vencer o prêmio com o projeto de Língua Portuguesa ‘Pé de Livros Entre Amigos’.
 
Envolvendo alunos do 5º ano da escola, o projeto visa incentivar a troca de informações sobre obras literárias. Tudo isso ocorre nas chamadas terças-literárias, onde os jovens leitores trocam comentários, recomendações e iniciam novas leituras. Além deste processo, são realizadas resenhas e indicações por parte das próprias crianças, com etapas coletivas e revisões para aprimorar a escrita. 
 
“A essência de uma educação literária é investimento em obras de qualidade e de desenvolver habilidades como opinar, argumentar, interagir, recomendar, discutir, que envolve a concepção de uma educação literária, que deve ir além de resumos e fichas técnicas”, destaca Rita.
 
Logo, por conta das atividades realizadas em sala, Rita passou a notar uma grande paixão dos alunos pelas obras literárias, incentivo esse que para ela é papel da escola. “No desenvolver do projeto, eu tinha alunos tímidos, com defasagem escolar, com dificuldade de aprendizagem e eu os via avançando, melhorando e percebendo a mudança no rendimento escolar, tudo que eu propunha, eles estavam comigo. Ali eu tive certeza que o projeto era maravilhoso”.
 
Com todo o envolvimento dos pequenos, a professora decidiu implantar um importante agente para participar do projeto: as famílias. “Eu não vejo escola sem família. Ter a família junto é essencial. Eu entro na casa dos meus alunos a todo momento, quando estão fazendo a lição, nas conversas, nos conflitos. A fala da professora, é essencial, é modelo. Eu preciso saber que tipo de professora eu sou para quando eles falarem de mim, falem com afetividade. Como Paulo Freire dizia, com amorosidade. Temos que ter parceria.  As reuniões, os passeios têm sempre o envolvimento da família”.
 
Tamanha participação fez com que grandes avanços fossem conquistados. Antes da pandemia, escolas do entorno passaram a realizar leituras em voz alta nos intervalos e um pedágio literário passou a ser feito, para arrecadar livros. 
 
Junto a tudo isso, a consagração final viria no anúncio dos vencedores. Rita estava entre os 50 finalistas de pouco mais de 3,7 mil que concorreram para tal. “Estar entre os 50 já é uma emoção muito grande. A maioria dos trabalhos que concorriam eram na minha área de língua portuguesa. E receber uma premiação, ainda num contexto como esse, é uma emoção sem tamanho. Ouvir seu nome ser pronunciado em rede nacional é uma emoção forte. É saber que tudo vale a pena. Faria tudo novamente”.
 
Rita ainda dedica o prêmio aos professores que, mesmo no cenário atual vivido pela pandemia, tentam mudar a atuação profissional. “As escolas não pararam, as faculdades não pararam, isso devido ao trabalho e empenho dos professores. Toda essa experiência, faço questão de levar para minhas alunas da graduação em pedagogia da Anhanguera, que elas tenham certeza que escolheram o curso certo. Sempre falo que, se eu não fosse professora, seria professora”, finalizou.

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