INVESTIMENTOS

Mercado de investimentos é realidade de parte dos francanos durante a pandemia

Por Pedro Baccelli | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Prédio da Bruetrade Invest Franca
Prédio da Bruetrade Invest Franca

Cada dia mais francanos se arriscam no mercado de investimentos. Seja pelo baixo rendimento da poupança ou pela oportunidade de grandes lucros, aos poucos a população está buscando novas oportunidades no ‘mundo das ações’. Especialmente durante a pandemia, quando houve um crescimento exponencial de compras no mercado nacional.

De acordo com o Valor Investe, site especializado em economia, em torno de 2,38 milhões de brasileiros estão cadastrados na B3 (Bolsa do Brasil) até o mês de abril deste ano. O número representa um crescimento de 42% quando comparado com abril de 2019. Ao todo, 98,8% dos investidores são pessoas físicas. O perfil desta população é de 76,16% de homens e 23,84% de mulheres, sendo a maioria pessoas entre 25 a 35 anos.

Buscando estimular a crescente nos investimentos, o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) definiu no dia 17 de junho, a redução da Selic - taxa básica de juros da economia brasileira - de 3%, para 2,25% ao ano. Com o poder de influenciar as demais taxas do país (aplicações financeiras, empréstimos, financiamentos, entre outros) a queda da Selic, representa créditos e juros mais acessíveis à população.

Segundo Wagner Vieira, sócio fundador – diretor comercial e de operações da Bluetrade Invest, o número de investidores e investimentos cresceu durante a pandemia, devido os baixos valores. ‘’Houve aumento do número de investimentos e investidores durante a pandemia. Muitos que já investiam, enxergaram a crise como uma baita oportunidade, devido à forte queda nos preços dos ativos, e aproveitaram para aumentar as suas posições, comprando ações com preços descontados. E quem estava fora, também entendeu que era uma grande oportunidade entrar no momento onde os ativos estavam depreciados’’.

Exemplo de investidor durante a pandemia, Bruno Borges dos Santos, o francano de 26 anos, aproveitou a situação inédita para fazer aplicações na bolsa. "Todo mês faço um rebalanceamento da minha carteira e mesmo com a pandemia não foi diferente". Com preferência no setor bancário e de energia, o empresário, entrou no ramo com o objetivo de fazer o dinheiro trabalhar e lucrar encima disto.

Embora o crescimento, assim como o brasileiro, o francano busca por mercados seguros na hora de investir, desta forma, a área imobiliária se torna a principal escolha. Após anos de instabilidade, bloqueio de poupança, inflação alta e impeachment, ainda que tenha liquidez baixa, os imóveis se tornaram o porto seguro da população. Porém, aos poucos o perfil conservador do francano vai se moldando com a atual realidade, e uma nova geração busca por mercados mais atrativos. "Não tem muito pra onde correr, o cenário mudou, as condições de mercado mudaram e o investidor que quiser buscar uma rentabilidade maior do que os 2% ao ano, precisará correr riscos. No mercado não existe mágica. Mais rentabilidade, mais risco, é assim que funciona essa dinâmica!’’, afirmou o diretor comercial.

Inserida nesta nova geração, Ana Carolina Marinho, busca mercados mais atrativos e aproveitou o período de juros baixos para investir em seu patrimônio. ‘’A princípio comecei a investir em ações, porque eu já estava a alguns anos na renda fixa. Durante estes anos, estudei sobre o mercado financeiro e fui entendendo aos poucos que era hora de mudar o meu perfil como investidora e arriscar mais à procura de maiores ganhos. Hoje, além dessa mudança, invisto porque estamos em um cenário de juros baixos que impactam diretamente nas minhas escolhas para aumento de patrimônio’’.

Com aproximadamente sete meses de mercado, a francana de 26 anos, utilizou da primeira crise financeira enfrentada, para estudar e descobrir novas oportunidades. "Realizo investimentos semanalmente e por ser a primeira crise financeira que enfrentei, aproveitei para estudar mais sobre o mercado de renda variável e descobrir novas oportunidades’’.

Diferente da jovem, parte da população entra no mercado sem conhecimento e orientação prévia, tornando-se o principal erro na hora de investir. O ideal é que pessoas que nunca compraram ações busquem a instrução de um profissional. "Um assessor de investimentos ajuda o investidor na hora de tomar a decisão, entende o seu perfil, tenta entender o prazo, trabalha a carência de cada aplicação, enfim, exige muita responsabilidade e muita seriedade na hora de investir, em muitos casos, estamos falando do patrimônio da vida dele!", disse Wagner.

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