SONHO ADIADO

Coronavírus adia sonho de família francana que pretendia viajar a América


| Tempo de leitura: 2 min

Imagina você nos seus 32 anos, vender tudo que tem para realizar um sonho junto com sua família: viajar pela América do Sul em uma Kombi. É o caso de Emmanuel Kuboyama junto com sua mulher, Ana Laura Taveira, 30, e suas duas filhas Manuela, de 7 e Carolina, de 1 ano e 4 meses, que marcaram 2020 como o ano de realização.

Entretanto, a pandemia do novo coronavírus jogou balde de água fria no sonho da família, que sairia para a aventura em agosto.

Juntos há mais de 15 anos, o casal decidiu vender todos os bens de valor como casa, carro e moto, comprar uma Kombi 2011 e rodar a América, com as duas meninas, como se fosse um ano sabático. A viagem foi planejada e tudo encaminhado até que a pandemia atingiu o continente e as fronteiras foram se fechando.

“Nós vendemos a casa, o carro e a moto no ano passado. A intenção era rodar por um ano. Íamos sair primeiro de Franca até Ushuaia, na Argentina. Depois disso subiríamos até o Peru. E aí conforme fosse o tempo e o que já tivéssemos gastado, quem sabe não terminaríamos até no Equador. Mas aí, as fronteiras foram se fechando e nós tivemos que adiar o sonho”, disse Emmanuel.

Após a venda dos bens, o casal pensou em todas as hipóteses que pudessem fazer o sonho ser cancelado. Eles foram morar na casa do pai de Emmanuel, até a data da viagem. Para eles, o único motivo para que o sonho não acontesse, era algum problema de saúde.

“Já tivemos sonhos frustrados, como viagem de moto, de bicicleta. Depois veio a primeira gravidez. Então estava tudo bem encaminhado para acontecer esse ano, não tinha nada que impedisse nossa saída. A casa estava vendida, a Kombi estava sendo finalizada. Só um motivo de doença para a gente não sair. Em março, vimos que não seria uma doença que só atingiria a gente, mas sim o mundo inteiro. Ficamos muito chateados e frutados no início”, disse Kuboyama.

Mesmo lidando com a frustração de um sonho tão grande ser interrompido, Emmanuel conta que o problema que eles têm enfrentando é menor que o problema que o mundo vive. A família saiu da casa do pai de Emmanuel e alugou uma casa para ficar até a próxima data da viagem.

“No início, claro que bate uma frustração, mas entendemos que o nosso problema não é um problema. O ano não começou para nós, como não começou para várias outras pessoas. A gente não pode reclamar. Tem muita gente morrendo, temos uma casinha para ficar. Estou trabalhando ainda. Ano que vem já está chegando e acho que poderemos sair em segurança. O sonho está adiado e não morto”, disse.

 

 

 

 

 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários