NA CÂMARA

Acif faz duras críticas à prefeitura e culpa Gilson por fase vermelha


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 “A gestão municipal equivocada ocasionou o rebaixamento de Franca na classificação do Plano São Paulo
“A gestão municipal equivocada ocasionou o rebaixamento de Franca na classificação do Plano São Paulo

O presidente da ACIF (Associação do Comércio e Indústria de Franca), Tarciso Bôtto, usou a Tribuna da Câmara Municipal nesta terça-feira, 14, para pedir uma ação mais efetiva do prefeito Gilson de Souza (DEM). O dirigente da entidade, que representa mais de 3,5 mil associados, fez duras críticas ao prefeito de Franca e disse que a cidade permanece na faixa vermelha do Plano São Paulo por conta do reflexo da inoperância da administração municipal.

Durante discurso bastante contundente, Bôtto destacou números de desemprego preocupantes. “A posição atual de Franca no Plano São Paulo (fase vermelha) traz inúmeros prejuízos para a nossa atividade econômica e acarreta perda de postos de trabalho."

"Somente entre março e maio últimos, dados oficiais do Governo Federal mostram que Franca fechou 10.193 vagas com carteira assinada e, segundo projeções do Instituto de Economia ACIF, no cenário atual, até dezembro esse número pode chegar a 15.920”, disse Botto. 

Bôtto disse que os comerciantes cumpriram os decretos municipais e seguiram os protocolos sanitários recomendados para a retomada das atividades, com respaldo da ACIF. “A gestão municipal equivocada ocasionou o rebaixamento de Franca na classificação do Plano São Paulo e, com isso, o setor comercial e as milhares pessoas que dele dependem mais uma vez estão sendo penalizados. Os baixos indicadores de controle da pandemia e de capacidade hospitalar mostram a inoperância municipal quanto à utilização dos recursos voltados para o combate da pandemia do novo coronavírus”, discursou.

Prejuízo

O Instituto de Economia ACIF aponta que o setor produtivo de Franca teve um prejuízo de R$ 610 milhões durante a pandemia e estima uma perda de mais 1.235 postos de trabalho e uma queda de receita de R$ 152 milhões só neste mês de julho. “Esperamos medidas efetivas do Executivo, ações concretas em prol da criação de novos leitos de UTI Covid-19 pelo SUS e de políticas públicas a todos aqueles que direta ou indiretamente são afetados por essa pandemia. Franca não pode ficar à mercê de uma gestão ineficiente”, disse Bôtto.

Os parlamentares lembraram da reunião realizada na última sexta-feira, quando foi discutido a situação do Covid-19 em Franca. Na reunião, Gilson de Souza deixou o plenário da Câmara antes do final sem dar muitas explicações. Foi muito criticado pelos vereadores.

Adérmis Marini (PSDB), Marcos Garcia (Cidadania), Carlinhos do Petrópolis (PL), Della Motta (Podemos), Pastor Otávio Pinheiro (PTB) e Corrêa Neves Jr (PSD) destacaram a posição firme do dirigente da ACIF. “Não vamos esperar que o Doria vá tirar Franca da faixa vermelha. Esse problema é nosso. Precisamos que a prefeitura resolva isso. Pare com essas reuniões que não levam a nada e que foque na solução. Dez leitos é o que precisamos para obter nosso passaporte para outra fase. E, mais importante, para garantir que ninguém morta sem atendimento”, disse Corrêa Neves Jr.  "O custo disso são R$ 500 mil por mês. Dinheiro, tem. E não precisa esperar habilitação de pelo governo federal. É só fazer", finalizou Corrêa Jr.

Nirley de Souza (PP) interviu a favor do prefeito. “Franca foi uma das primeiras cidades a adotar medidas contra a pandemia. Ele transformou o Pronto Socorro no centro do coronavírus. Ele não pode ser responsabilizado pela pandemia”.

Pastor Sérgio Palamoni (PSD) lembrou da reunião de sexta-feira. “A reunião mexeu com todos, mas eu como cidadão fiquei constrangido pela posição do prefeito em ter ido embora antes do final. A Câmara está à disposição para que seja votado projeto do prefeito para viabilizar os 10 leitos de UTI na Santa Casa. Precisamos de vagas em UTI e não de hospital de campanha como implantado no Hospital da Caridade".

No final, Bôtto reiterou que espera ações efetivas para Franca avançar no Plano São Paulo de reformada dos setores da economia.

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