No último dia 29 de junho o Governo do Estado endureceu as regras de quarentena em Franca, para tentar conter o avanço do novo coronavírus. Mandou fechar lojas, shoppings, concessionárias de veículos, escritórios e imobiliárias para manter a população dentro de casa.
Mas o inesperado aconteceu: cresceu o número de pessoas nas ruas da cidade - foi pouco, mas cresceu. Já o número de casos positivos e de mortes pelo Covid-19 dispararam em Franca.
Entre essa quarta-feira, 8, e o dia 29 de junho, se passaram 10 dias e a média de isolamento social ficou em 45%. Em um período idêntico de também 10 dias, entre uma segunda e a última quarta-feira da fase Laranja em Franca, de 15 a 24 de junho, a média de pessoas na rua da cidade era de 45,6%.
Os números do Simi-SP (Sistema de Monitoramento Inteligente de São Paulo) comprovam a realidade das ruas de Franca, que vive como se não estivesse sob regras rígidas de quarentena. Estabelecimentos proibidos de atender o público presencialmente, como salões de beleza e barbearias, por exemplo, funcionam normalmente.
As lojas com balcões em suas portas, que deveriam funcionar somente para entrega, apenas transferiram o atendimento do interior do estabelecimento para a calçada. Campos públicos de futebol e até área particulares de esporte continuam sendo palco de disputas.
Esses são apenas alguns exemplos de desrespeito às regras da quarentena que resultam na queda do índice de isolamento, em um período em que a pandemia está em franca expansão na cidade.
No dia 28 de junho, último dia da cidade na fase Laranja, Franca tinha 355 casos confirmados do Covid-19 e oito mortes de pacientes infectados com o vírus. Ontem, apenas 10 dias depois, eram 548 diagnósticos positivos e 12 óbitos.
Os casos confirmados cresceram quase 55% e as mortes, 50%, nesta uma semana e meia que Franca está na fase Vermelha apenas na teoria.
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